Japão: níveis de radioactividade detectados em habitantes de Fukushima

Estudo realizado por investigadores da Universidade de Hiroshima

30 junho 2011
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Investigadores do Instituto de Radiação Biológica e Medicina da Universidade de Hiroshima, Japão, detectaram níveis de radiação num grupo de 15 moradores da região de Fukushima, local onde ocorreu o acidente nuclear desencadeado pelo terramoto e tsunami de 11 de Março.

 

Todos os participantes, com idades entre os 4 e os 77 anos, mostraram níveis anormais de césio radioactivo nas duas provas a que foram submetidos. As pessoas testadas viviam nas cidades de Iitate e Kawamata, localizadas a cerca de 40 quilómetros da central nuclear onde ocorreu o acidente.

 

Por outro lado, apenas seis participantes tinham iodo radioactivo, incluindo uma pessoa de 77 anos que, no primeiro teste, apresentou níveis preocupantes de 3,2 millisievert, embora no segundo teste, estes tenham desaparecido. "A causa mais provável é que tenha ingerido legumes e cogumelos contaminados antes das restrições, e não através da inalação", justificou o líder do estudo, Nanao Kamada, citado pela cadeia televisiva CNN.

 

O primeiro teste foi realizado a 5 de Maio, enquanto o segundo foi realizado no final do mês. Os resultados foram anunciados aos moradores a 19 de Junho.

 

Os dados indicaram que a exposição externa acumulada foi entre 4,9 e 13,5 millisieverts nos dois meses após o acidente - um número que pode ultrapassar o limite aceite pelas autoridades de saúde que é de 20 millisieverts por ano. "Do ponto de vista da protecção da saúde humana contra a radiação, é claro que, infelizmente, não podem continuar a viver nas suas casas", disse Kamada, referindo-se às pessoas que participaram no estudo.

 

Cerca de 7.500 pessoas foram evacuadas das comunidades até o final de Maio, embora algumas pessoas continuem a viver em Iitate.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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