Japão autoriza investigação em células percursoras embrionárias
28 março 2002
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Uma comissão governamental nipónica autorizou hoje um projecto académico que permitirá ao aparelho científico do Japão estrear-se na cultura e investigação com células precursoras provenientes de embriões humanos.
 

 

"É a primeira vez que um projecto deste tipo é formalmente aprovado no Japão", sublinhou um responsável do Ministério da Educação, das Ciências e Tecnologias.
 

 

A autorização governamental tornará possível não apenas a investigação mas também a cultura de células precursoras, ou estaminais.
 

 

Os especialistas acreditam que este tipo de investigação poderá um dia permitir vencer doenças até agora incuráveis, e realizar transplantes para regenerar órgãos doentes.
 

 

"Nenhuma instituição privada japonesa cultiva células precursoras e até agora ninguém no Japão importou linhagens deste tipo para as estudar", precisaram responsáveis governamentais.
 

 

O grupo de peritos responsável pela investigação em células precursoras tinha aprovado a importação deste tipo de células, mas não acções de investigação com elas, indicaram as fontes.
 

 

O novo projecto, que o Ministério espera ver aprovado definitivamente no início de Abril, vai permitir aos investigadores utilizar tecidos retirados de óvulos fecundados in vitro.
 

 

Os óvulos serão disponibilizados pelo Hospital Universitário de Quioto e o Hospital Municipal de Toyohashi, prevendo-se que as primeiras células precursoras cultivadas estejam prontas na próxima Primavera para serem distribuídas pela Universidade de Quioto a outras instituições científicas no país.
 

 

"A Universidade de Quioto indicou que quer montar dentro de um ano e meio um sistema que permita fornecer células precursoras a outras universidades", indicou o responsável do Ministério da Ciência.
 

 

"Examinaremos as propostas de diversos estabelecimentos para a utilização de células precursoras e, caso elas sejam aprovadas, pediremos à Universidade de Quioto que as forneça", disse a mesma fonte.
 

 

A comissão ministerial pediu aos investigadores que observem cuidadosamente a linha de conduta delineada pelo executivo, para que, nomeadamente, não sejam utilizados óvulos fecundados antes do consentimento dos pais.
 

 

A cultura e investigação com células precursoras embrionárias é muito controversa a nível mundial, apesar da possibilidade que parece abrir para a cura de muitas doenças, uma vez que envolve a destruição de óvulos capazes de originarem seres humanos.
 

 

Fonte: Lusa

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