Jantares em família podem reduzir efeitos de cyberbullying

Estudo publicado no “JAMA Pediatrics”

04 setembro 2014
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Jantares em família podem ajudar a proteger os adolescentes das consequências nefastas do cyberbullying e serem também benéficos para a sua saúde mental, sugere um estudo publicado no “JAMA Pediatrics”.
 

Aproximadamente um em cada cinco adolescentes já foi vítima de cyberbullying, que tal como o bullying pode aumentar o risco de desenvolvimento de problemas mentais em adolescentes, assim como a utilização indevida de álcool e drogas.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de McGill, Canadá, decidiram determinar se a frequência das refeições em família influenciava os efeitos do cyberbullying na saúde mental dos adolescentes. O estudo incluiu a participação de 18.834 estudantes com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos.
 

Foram medidos cinco problemas de interiorização: ansiedade, depressão, automutilação, ideação suicida, e tentativa de suicídio; dois problemas de externalização: lutas e vandalismo, e quatro problemas de consumo de substâncias: consumo frequente de álcool, consumo excessivo de álcool, uso indevido de medicamentos e consumo de drogas de venda livre. Foram também recolhidas informações sobre a regularidade dos jantares em família.
 

O estudo apurou que cerca de 19% dos estudantes tinha sofrido de cyberbullying nos últimos 12 meses e que este tipo de agressão estava associado aos 11 problemas analisados. Contudo, verificou-se que os jantares em família pareciam moderar a relação entre o cyberbullying e os problemas de saúde mental e a utilização de substâncias nocivas.
 

De acordo com os autores do estudo, estes resultados sugerem que as refeições em família poderão proteger os adolescentes dos efeitos do cyberbullying, possivelmente devido ao contacto e comunicação familiar envolvidos neste tipo de encontros.
 

O líder do estudo, Frank Elgar, refere que apesar de estes resultados representarem uma estratégia promissora para a redução das consequências do cyberbullying, estes resultados não devem ser demasiado simplificados. “Muitos adolescentes não têm jantares em família com regularidade, mas recebem apoio de outras formas, incluindo pequeno-almoço partilhado, ou trajetos para a escola”, disse o investigador.
 

Frank Elgar conclui que o envolvimento dos pais na vida dos filhos, incluindo a sua vida online, pode fornecer aos adolescentes ferramentas para melhor controlar o bullying, um tipo de agressão que pode frequentemente passar despercebida.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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