Jantar tarde e saltar pequeno-almoço é uma combinação perigosa

Estudo publicado na “European Journal of Preventive Cardiology”

24 abril 2019
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As pessoas que jantam perto da hora de ir para a cama e não tomam o pequeno-almoço apresentam resultados piores na sequência de um ataque cardíaco, indicou um novo estudo.
 
Com efeito, o estudo conduzido por investigadores da Universidade do Estado de São Paulo, no Brasil, apurou que os pacientes com os dois hábitos alimentares mencionados têm uma propensão entre quatro a cinco vezes superior de morrerem, sofrerem outro ataque cardíaco ou uma angina de peito, no espaço de 30 dias, após receberem alta hospitalar na sequência de um ataque cardíaco.
 
Os investigadores liderados por Marcos Minicucci contaram com a participação de 113 pacientes com uma mediana de idades de 60 anos e que tinham sido internados numa unidade de cuidados intensivos coronários devido a um enfarte do miocárdio com elevação do segmento ST (STEMI), um evento grave.
 
Os pacientes foram questionados, na altura da admissão na unidade, sobre os seus comportamentos alimentares. Não tomar o pequeno-almoço foi definido como não comer nada antes do almoço, exceto bebidas como café e água, pelo menos três vezes por semana. Jantar tarde foi definido como sendo no espaço de duas horas antes de dormir, também pelo menos três vezes por semana.
 
Foi observado que 58% dos pacientes não tomavam o pequeno-almoço, 51% jantavam tarde e 41% apresentavam ambos os comportamentos.
 
Os investigadores observaram que o uso de estatinas antes do internamento hospitalar era mais prevalente no grupo com hábitos alimentares não saudáveis e com piores resultados.
 
“O nosso estudo sugere que os pacientes com STEMI percecionam as estatinas como uma via alternativa para beneficiar a saúde. Mas estes fármacos deveriam ser uma adição a hábitos alimentares saudáveis e não uma substituição”, indicou Marcos Minicucci
 
“Um em cada 10 pacientes com STEMI morre no espaço de um ano e a nutrição é uma forma relativamente barata e fácil de melhorar o prognóstico”, acrescentou o investigador.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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