Israel tem vacina injectável contra o Anthrax
20 dezembro 2001
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Cientistas israelitas conseguiram após dez anos de investigações uma vacina injectável contra a bactéria do carbúnculo (Anthrax), a arma biológica mais temida do momento, foi hoje anunciado.
 

 

Segundo o jornal israelita "Yedioth Aharonot", que cita fontes militares e científicas, este desenvolvimento permitirá vacinar toda a população do país dentro de poucos meses.
 

 

O jornal refere que na eventualidade de uma nova campanha norte-americana contra o Iraque receia-se que Saddam Hussein ataque Israel com armas químicas e biológicas.
 

 

Apesar de existirem já vacinas contra o Anthrax desenvolvidas na Rússia e nos Estados Unidos, Washington não considerou necessário ministrá-la à maioria dos seus cidadãos e rejeitou a possibilidade de exportar o produto para outros países, incluindo Israel.
 

 

Os investigadores israelitas afirmam que a sua vacina é mais eficiente, agindo imediatamente após a primeira dose, e não tem efeitos secundários.
 

 

A diferença entre a vacina israelita e a norte-americana reside no facto desta última exigir a aplicação de seis doses antes de se tornar efectiva, para além de ter efeitos secundários.
 

 

Segundo o "Yedioth Aharonot", as pesquisas para a preparação da vacina contra o Anthrax foram um dos projectos mais secretos do Laboratório do Instituto Biológico de Ness Tsiona, e prolongaram-se por quase dez anos. Os custos das investigações ascendem a vários milhões de dólares.
 

 

Fontes científicas e militares indicaram que a vacina já foi testada em voluntários (soldados), demonstrando "resultados francamente positivos".
 

 

Após a injecção de três doses do produto, os voluntários, que não foram expostos ao Antrhrax, evidenciaram um aumento de anti-corpos no sangue que permite concluir pela eficiência da vacina.
 

 

A vacina produzida nos Estados Unidos custa cerca de 700 escudos por dose. As fontes israelitas não mencionaram o custo do produto que desenvolveram, mas esclareceram que "se houver necessidade de vacinar toda a população de Israel, o Estado poderá pagar a operação".
 

 

As investigações em busca da vacina começaram em Ness Tsiona pouco depois da guerra de 1991 no Golfo Pérsico, quando Israel, que não entrou nas operações, foi atacado com 42 mísseis balísticos iraquianos.
 

 

Fonte: Lusa

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