Isoflavonas de soja podem modificar risco de cancro da mama

Estudo da Universidade de Buffalo

12 novembro 2010
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Os fitoestrogénios presentes na soja alimentar podem modificar o risco de alguns tumores da mama, segundo um estudo do Roswell Park Cancer Institute da Universidade de Buffalo, EUA.

 

Trata-se do primeiro estudo a analisar subtipos específicos de cancro da mama e a verificar que o estado menopáusico pode desempenhar um papel no risco, segundo explicou a líder da investigação, Anne Weaver, em comunicado de imprensa.

 

Para a investigação, a equipa avaliou 683 mulheres com cancro da mama e comparou-as com 611 mulheres saudáveis. Os padrões de dados dietéticos foram observados através de um questionário de frequência alimentar e o consumo de isoflavonas, fitoestrogénio presente na soja, foi medido como parte da dieta, em vez da ingestão de suplementos alimentares. O consumo de isoflavonas foi dividido em três grupos.

 

As mulheres com uma maior ingestão de soja apresentaram um risco 30% mais baixo de ter cancro da mama invasivo e um risco 60% inferior de ter um tumor de grau 1. As observações do estado menopáusico revelaram que entre as mulheres premenopáusicas, um maior consumo de isoflavonas foi associado a um risco 30% inferior do estado 1 da doença; um risco 70% inferior de apresentarem um tumor com mais de 2 centímetros e um risco 60% inferior de terem cancro da mama de fase 2. Estas ligações não foram observadas entre as mulheres pós-menopáusicas.

 

Tal como a maioria dos estudos sobre alimentação, os resultados não são definitivos, "ainda assim, vimos, definitivamente, uma redução que merece posteriores investigações", conclui a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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