Irmãos de crianças com autismo podem mostrar sinais aos 18 meses

Estudo publicado no “Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry”

23 outubro 2014
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Cerca de 20% dos irmãos mais novos de crianças com desordens do espetro autista irão desenvolver a doença aos três anos de idade. O estudo agora publicado no “Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry” dá conta que 57% destas crianças já apresentam sintomas aos 18 meses de idade.
 
"Apesar de a maioria dos irmãos de crianças com este tipo de desordens não desenvolver a doença, para aqueles que desenvolvem, uma das prioridades é encontrar formas mais eficazes de identificar e tratá-los o mais cedo possível. O nosso estudo reforça a necessidade de um rastreio repetido nos três primeiros anos de vida, de forma a identificar os casos de desordens do espetro autista logo que os sintomas comportamentais são visíveis", referiu, em comunicado de imprensa, a primeira autora do estudo, Katarzyna Chawarska.
 
Para este estudo, os investigadores da Eescola de Medicina de Yale, nos EUA, contaram com a participação de 719 crianças de 18 meses que viriam a ser diagnosticados com desordens do espetro autista, e cujos irmãos também padeciam da mesma condição. No início do estudo os investigadores analisaram os comportamentos sociais, de comunicação e repetitivos das crianças, com o intuito de encontrar um padrão de previsão de diagnóstico posterior de desordens do espetro autista. Os participantes foram acompanhados até aos três anos de idade.
 
O estudo apurou que metade dos irmãos que mais tarde desenvolveu a doença, apresentou sinais sugestivos de desordens do espetro autista aos 18 meses, e naqueles que pareceram assintomáticos nesta idade, os sintomas ficaram visíveis entre os 18 e os 36 meses.
 
Na opinião dos investigadores, os diferentes padrões de comportamento aos 18 meses podem ser indicativos do posterior desenvolvimento de desordens do espetro autista. Em cerca de 50% dos irmãos, a combinação de um fraco contacto visual e ausência de gestos de comunicação ou brincadeiras imaginativas foi fortemente associado a um diagnóstico posterior de desordens do espetro autista. Numa pequena percentagem das crianças posteriormente diagnosticadoas com a doença, o contacto visual poderia ser relativamente normal, mas começaram a demonstrar sinais precoces de comportamento repetitivo, apresentando também uma capacidade de comunicação não-verbal limitada.
 
"Assim, não só os sintomas comportamentais aparecem em diferentes idades, como as diferentes combinações dos sintomas iniciais podem prever o resultado doe diagnóstico. A articulação desta dinâmica de desenvolvimento a par com a neurobiologia subjacente pode ajudar na compreensão das causas de desordens do espetro autista“, conclui a investigadora.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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