IRM é eficaz na detecção do cancro da mama

Estudo avalia eficiência da imagiologia por ressonância magnética

20 setembro 2004
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A imagiologia por ressonância magnética (IRM) é claramente o método de exame mais eficaz para detectar precocemente o cancro da mama em mulheres predispostas à doença por razões genéticas, indica um estudo publicado na semana passada.«O estudo, realizado com 236 mulheres portadoras do gene mutante BRCA1 ou BRCA2, mostra que um IRM anual combinado com outros exames (mamografia, ultra-sons e exame clínico) melhora de modo importante a detecção dos tumores cancerosos precoces», concluem os autores do trabalho, publicado pelo Journal of the American Medical Association (JAMA).Foram detectados no estudo 22 cancros (16 em estado avançado e seis precoces), 17 dos quais (77 por cento) foram revelados através de um IRM, contra oito (36 pc) por mamografia, sete (33 pc) por ultra- sons e dois (9,1 pc) por exame clínico. A combinação destas quatro formas de exame permitiu a detecção de 95 por cento desses tumores cancerosos. Por si só, o exame clínico e a mamografia revelaram apenas 45 por cento desses cancros, refere o estudo.Todavia, segundo o líder da investigação, Ellen Warner, do Centro Sunnybrook de Investigação do Cancro de Toronto (Canadá), «falta demonstrar se o uso sistemático do IRM permite reduzir a mortalidade devida ao cancro da mama, para que se possa recomendar o seu uso generalizado».O estudo precisa que as mulheres portadoras dos genes mutantes BRCA1 ou BRCA2 não submetidas a intervenções cirúrgicas preventivas correm um risco de desenvolver cancro da mama até 85 vezes superior ao do resto da população durante a vida após os 25 anos.Fonte: Lusa

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