Ir para o trabalho é profissão de risco

Tempo que se passa nos transportes aumenta níveis de stresse

11 janeiro 2005
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   As pessoas que utilizam os meios de transporte para ir e voltar do trabalho podem sofrer níveis de stresse superiores aos registados por pilotos de combate ou polícias, afirma um novo estudo.O especialista em stresse David Lewis comparou na Grã-Bretanha os índices de batimento cardíaco e tensão arterial de 125 pessoas que se deslocam para trabalhar - de carro ou em meios públicos - com os de pilotos e polícias em treino.O estudo, parcialmente financiado pela empresa de tecnologia Hewlett Packard, descobriu que os níveis de stresse dos passageiros são mais altos em situações extremas.O stresse dos trabalhadores é exacerbado pela sua incapacidade de controlar a situação em que estão. «A diferença é que um polícia da brigada de choque ou um piloto de combate tem ao seu alcance coisas que podem fazer para lidar com o stresse decorrente de um acontecimento», explicou o especialista à BBC, acrescentando que, ao invés, «um passageiro, principalmente num comboio, não pode fazer nada.»Esta sensação de impotência combinada com o stresse é o aspecto mais preocupante, apontou o investigador. Lewis, que mediu os níveis de stresse dos indivíduos que se deslocavam para o trabalho durante cinco anos, identificou uma síndrome de amnésia, na qual as pessoas se esquecem de grande parte do seu trajecto em razão do stresse. «O estudo indica que, em média, as pessoas passam entre 45 a 60 minutos locomovendo-se. Isso significa que na sua vida perde um dia de trabalho por semana», afirma o especialista.E alertou: «Desligar a mente e transformar as pessoas em zumbis durante 90 minutos, parece ser um terrível desperdício de talento.»Para o investigador não existem provas que esse tempo gasto nos meios de transporte faça mal à saúde, «mas certamente as pessoas não beneficiam com isso».Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalista MNI- Médicos Na Internet

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