IPST tem programa para tratamento de plasma português desde 2014
02 abril 2015
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De acordo com a agência Lusa, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) revelou que se encontra disponível, desde 2014, um programa de tratamento de plasma que permite assegurar todas as transfusões necessárias e evitar desperdício de plasma.


Na sequência das declarações feitas pelo diretor do Serviço de Imunoterapia do Hospital de São João, no Porto, Fernando Araújo, que insinuaram que “o país desperdiça 400 mil unidades de plasma por ano e, depois, gasta 70 milhões de euros a comprá-lo”, o presidente do IPST, Hélder Trindade, garante que só não é aproveitado o plasma que não apresenta as necessárias garantias de qualidade e segurança e que estão a ser fornecidos aos hospitais unidades de plasma obtido em Portugal.


Quanto ao dinheiro gasto no tratamento do plasma, Hélder Trindade garante que está muito longe dos 70 milhões, acrescentando que os custos deverão rondar os 10% desse valor.


Este programa pode ser usufruído por qualquer hospital, desde que o solicite.


Cerca de 50% dos hospitais do país, incluindo os principais, já manifestaram interesse em participar neste programa, não tendo, contudo, avançado ainda as quantidades necessárias.


Hélder Trindade, em declarações à Lusa, recorda que a nova estratégia do IPST foi divulgada a todos os hospitais a 19 de novembro do ano passado, numa reunião científica em Coimbra, daí que não entenda as declarações do responsável do Hospital de São João.


O IPST garante ter capacidade para garantir todo o plasma para transfusão (cerca de 75 mil unidades por ano), através da inativação do plasma português por dois métodos diferentes: um efetuado pelo próprio instituto depois de comprado o reagente (amotosaleno) e outro (solvente reagente) por prestação de serviços da Octapharma.


Contudo, Hélder Trindade esclarece que este programa nacional não tem por missão inativar o plasma todo: o restante é para ser fracionado, para obter os medicamentos derivados do plasma necessários aos doentes.


O IPST tem atualmente 180 mil unidades de plasma remanescente armazenado, parte do qual (62.069 unidades) é plasma de quarentena, “outra forma de plasma seguro”.


Quanto às restantes unidades armazenadas, o IPST prepara-se para lançar um concurso público, envolvendo os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, para o fracionamento, tendo convidado os hospitais a participar (em ofício de 21 de janeiro).


Segundo Hélder Trindade, alguns hospitais mais pequenos, com um número de colheita mais pequena têm apenas o programa de plasma de quarentena, sendo possível que estes não estejam a usar o plasma todo.


“O que o IPST procura é que esses hospitais venham a integrar o programa nacional”, acrescentou, sublinhando acreditar que “mais tarde ou mais cedo” o Hospital de São João também vai aderir, uma vez que quanto maior for o grupo, melhores serão os preços que se conseguem e, por conseguinte, menor será o custo para o Serviço Nacional de Saúde.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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