IPO/Porto solicita a criação de linha de financiamento para medicamentos orais

Declarações do presidente de administração do Instituto

20 abril 2016
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O presidente da administração do Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO/Porto) solicitou ao Governo que criasse um mecanismo que permita financiar as terapêuticas orais, o que representa atualmente 8% do orçamento da unidade hospitalar.
 

“Queremos continuar a dar aos nossos doentes as drogas mais inovadoras e recentes. Infelizmente a maior parte são orais e o contrato-programa com o Ministério da Saúde não contempla esta versão”, disse Laranja Pontes, na cerimónia do 42.º aniversário do IPO/Porto, que contou com a presença do secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado.
 

“Vamos ver o que é que a Administração do IPO do Porto pretende. Todos os hospitais a nível nacional dão medicamentos para consumo domiciliário dos utentes das respetivas farmácias e, em termos de valor, muitas vezes esse aproxima-se dos 75%, 80% dos gastos com medicamentos, e provavelmente o IPO vai ter de assumir também essa responsabilidade”, disse Manuel Delgado.
 

Laranja Pontes, lembrando que a questão não é nova, o que fez inclusive com que o IPO/Porto tivesse de devolver 60 milhões de euros, depois de ter sido chamado à atenção pelo Tribunal de Contas, defendeu uma linha de financiamento específica para estes medicamentos orais.
 

Por outro lado, o dirigente do IPO referiu que “é injusto para o cancro, porque para a doença de Crohn, para o VIH Sida, para doenças do metabolismo e outras, há linhas de financiamento e a oncologia não tem”.
 

De acordo com o responsável, o IPO/Porto dispõe de menos 8% do orçamento, porque tem essa verba alocada aos comprimidos. “Dou [esses comprimidos] indiscutivelmente aos doentes”, garantiu, salientando que a verba em causa representa “quase 25% da conta da farmácia” do hospital.
 

Laranja Pontes também apresentou ao longo do discurso o plano estratégico para 2016-2018, que irá continuar a apostar na “capacitação do doente e na melhoria da qualidade dos cuidados de saúde”.
 

Laranja Pontes referiu ainda que o IPO/Porto pretende integrar uma estrutura que começa a desenhar-se na Europa – o “Cancer Core Europe” -, sendo por isso importante associar-se ao i3S, o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, que integra várias unidades de investigação da Universidade do Porto.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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