IPO-Porto inaugura novas instalações de imagiologia mamária

Capacidade de resposta duplica

18 abril 2016
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O Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO-Porto) inaugura hoje as novas instalações de Imagiologia Mamária, passando a ter um equipamento de última geração para a realização de mamografia e duplica a sua capacidade de resposta.
 

O presidente do IPO/Porto, Laranja Pontes, revelou à agência Lusa que esta é “uma instalação modelar única com dois mamógrafos, um dos quais custou cerca de 450 mil euros, e dois ecógrafos que vão permitir a complementaridade de exames e duplicar a capacidade de resposta do Instituto nesta área”.
 

Hoje, na cerimónia dos 42 anos do IPO/Porto, vai ser também apresentado o novo plano estratégico (2016-2018), que segundo Laranja Pontes “irá continuar a apostar na capacitação do doente e na melhoria da qualidade dos cuidados de saúde”.
 

“A revolução na saúde nos próximos anos está muito associada ao mundo digital, por isso o instituto pretende capacitar os seus doentes de ferramentas que lhes permita utilizar os dispositivos móveis para comunicar com o Instituto”, disse o presidente do IPO-Porto.
 

O novo plano estratégico irá “reforçar a aposta na inovação, nas redes colaborativas e novos programas operacionais, mantendo a reputação como instituição de referência na prestação de serviços de saúde na área da oncologia”, acrescentou.
 

“Queremos integrar uma estrutura que começa a desenhar-se na Europa e que se chama Cancer Core Europe – que inclui um conjunto de instituições que são reconhecidas pela sua dimensão, qualidade e investigação”, disse.
 

Isso implica “fortalecer cada vez mais a nossa componente de investigação” e, para isso, “vamos assinar um consórcio ainda mais robusto com o i3S” - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, que integra várias unidades de investigação da Universidade do Porto, referiu.
 

“Esta é uma estrutura de investigação muito forte que, associada a um hospital de grandes dimensões como o nosso, com 10 mil novos doentes por ano, tem perspetivas de reconhecimento internacional muito mais fortes. É isso que estamos a tentar fazer, juntar-nos para sermos mais robustos”, disse.
 

Outro dos objetivos é reforçar a relação com os doentes, sem que para isso sejam necessárias consultas presenciais. “Iremos reforçar com mais meios humanos o centro de contactos que se encarregará de fazer inquéritos quando os doentes vêm a tratamentos, introduzindo depois essa informação na respetiva ficha clínica”, explicou.

 

“O médico fica a saber o que se está a passar e não precisa do doente cá, podendo-se espaçar mais as consultas. Vai dar origem a mais comodidade para os doentes, menos despesa e mais controle da situação pela nossa parte”, sustentou.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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