Iogurte pode proteger as mulheres contra hipertensão

Estudo da Universidade de Boston

09 março 2016
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As mulheres que comem cinco ou mais porções de iogurte por semana apresentam um menor risco de desenvolver hipertensão, comparativamente com aquelas que raramente ingerem este alimento, refere um estudo apresentado nas sessões científicas de Epidemiologia/Estilo de Vida 2016 da Associação Americana do Coração.
 

De acordo com a Associação Americana do Coração, a pressão arterial elevada é perigosa uma vez que endurece as artérias e aumenta o risco de hemorragias cerebrais e problemas renais. Se não for controlada, a pressão arterial elevada pode causar doença cardíaca e renal, acidente vascular cerebral e cegueira.
 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que os produtos lácteos eram capazes de reduzir o risco de pressão arterial elevada nos adultos em situação de risco, mas poucos foram aqueles que analisaram o efeito isolado do iogurte.
 

De forma a avaliar os efeitos a longo prazo do consumo de iogurte na pressão arterial, os investigadores da Universidade de Boston, nos EUA, analisaram os dados de dois coortes, o NHS e o NHS II. O primeiro incluiu maioritariamente mulheres, entre os 25 e os 55 anos, enquanto o segundo coorte incluiu maioritariamente homens entre os 40 e os 75 anos.
 

Ao longo do período de acompanhamento de 18 a 30 anos, 74.609 indivíduos desenvolveram pressão arterial elevada. Após terem tido em conta alguns fatores de risco, os investigadores constataram que as mulheres que ingeriam cinco ou mais porções de iogurte por semana apresentavam um risco 20% menor de desenvolver pressão arterial elevada, comparativamente com aquelas que consumiam uma porção por mês.
 

Por outro lado, verificou-se que havia uma associação mais fraca entre o consumo regular de iogurte e a pressão arterial elevada nos homens. Contudo, estes resultados pode ser explicados pelo facto de os homens consumirem quantidades substancialmente mais pequenas de iogurte que as mulheres.
 

O estudo também avaliou se os efeitos do consumo de iogurte estavam associados ao tipo de dieta saudável adotada. Cada indivíduo foi avaliado tendo em conta a proximidade entre a dieta adotada e a dieta DASH (do inglês, Dietary Approaches to Stop Hypertension), a qual é indicada para diminuir os níveis de colesterol. Esta dieta é rica em frutas, vegetais, frutos secos de casca rija, lacticínios com baixo teor de gorduras e cereais.  
 

Os investigadores verificaram que o benefício do consumo de cinco ou mais porções de iogurte foi mais vincado naqueles com pontuações mais elevadas na dieta DASH. Os indivíduos que obtiveram pontuações mais elevadas e que consumiam cinco ou mais porções de iogurte por semana apresentavam um risco 31% menor de desenvolver pressão arterial elevada, comparativamente com aqueles que ingeriam uma menor quantidade de iogurtes e tinham pontuações mais baixas na dieta DASH.
 

O estudo apurou ainda que a ingestão de várias porções de leite ou queijo também tinha efeitos benéficos na pressão arterial, mas não tão elevados quanto o consumo de iogurtes.
 

"Nenhum alimento isolado é mágico, mas a adição de iogurte a uma dieta saudável parece ajudar a reduzir o risco, a longo prazo, de pressão arterial elevada nas mulheres”, concluiu, o líder do estudo, Justin Buendia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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