Investimento na saúde eletrónica

Apelo da Organização Mundial de Saúde

14 março 2016
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) apelou aos Estados-membros da Europa para que invistam na saúde eletrónica, uma vez que esta pode salvar vidas e poupar dinheiro.
 

Num relatório publicado sobre a saúde eletrónica (e-saúde), ou seja, qualquer atividade em que um meio eletrónico é utilizado para fornecer informação, recursos ou serviços relacionados com a saúde, ao qual a agência Lusa tece acesso, a OMS conclui que a e-saúde é já uma realidade na maioria dos Estados-membros da Europa.
 

"Em muitos países, a e-saúde está a revolucionar os serviços de saúde e a informação necessária para apoiá-los. Os pacientes têm mais poder porque têm acesso a informação e aconselhamento. Isto está a aumentar a qualidade da saúde e a desafiar os papéis tradicionais dos profissionais de saúde", referiu diretora regional da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab.
 

A e-saúde "poupa vidas e dinheiro, mas apesar de muitos exemplos inspiradores, este relatório mostra que a e-saúde não está a ser adotada homogeneamente na Região. É preciso mais investimento na e-saúde para se alcançar os objetivos da agenda Saúde 2020”, acrescentou.
 

Dos 47 Estados-membros da região europeia da OMS que responderam ao inquérito, 93% disponibilizaram financiamento público para programas de e-saúde, 81% referem que as suas organizações de saúde usam redes sociais para promover mensagens em campanhas de saúde e 91% dizem que os cidadãos usam as redes sociais para procurar informação sobre saúde.
 

No entanto, 81% dos Estados-membros dizem não ter qualquer política nacional para governar os media sociais na saúde, o que torna o setor informal e não regulado.
 

Relativamente à saúde móvel (m-saúde), o uso de tecnologias móveis para apoiar a informação e a prática de saúde, tem vindo a crescer: 22 países têm programas de m-saúde apoiados pelo governo; a utilização das aplicações para aceder a registos dos doentes aumentou 25% desde 2009 e o uso dos telemóveis para relembrar os utentes das suas consultas aumentou 21% no mesmo período. Contudo, a crescente utilização não tem sido acompanhada de regulação.
 

Na telessaúde, 83% dos países usam a telerradiologia e 72% usam a monitorização remota dos pacientes, mas apenas 27% têm uma política ou uma estratégia dedicada à telessaúde.
 

O relatório recomenda por isso um maior compromisso político na saúde eletrónica, a criação de estratégias dedicadas ao setor, uma orientação para a telessaúde e mais regulação na saúde móvel.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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