Investigadores promovem ensaios clínicos em abdominoplastias

Estudo da Universidade do Porto

19 janeiro 2017
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Investigadores da Faculdade de Engenharia (FEUP) e da Faculdade de Medicina (FMUP), em colaboração com o Centro Hospitalar S. João, realizaram um estudo científico que pode influenciar tomadas de decisão relativamente ao facto da termografia médica ajudar na recuperação e diminuição de riscos de doentes que recorrem à abdominoplastia.
 

Segundo a notícia divulgada no sítio da Universidade do Porto, vinte pacientes que estavam inscritos para abdominoplastia no Serviço Nacional de Saúde participaram num projeto de investigação promovido pelas faculdades de Engenharia e de Medicina da Universidade do Porto com o intuito de estudar e analisar os benefícios da termografia médica na recuperação de diminuição de riscos de doentes que recorrem à abdominoplastia.
 

A abdominoplastia consiste na remoção de gordura e pele excedentária da região infra-umbilical, com o intuito de melhorar o contorno corporal em doentes que sofreram, por exemplo, de uma redução de peso acentuada, ou apresentem flacidez cutânea após gravidez, ou que queiram simplesmente melhorar o contorno abdominal.
 

Rita Valença Filipe, cirurgiã plástica e investigadora principal do estudo, explica que a abdominoplastia é provavelmente um dos quatro procedimentos mais realizados por cirurgia plástica, salvaguardando que esta informação é com base na sua sensibilidade e experiência médica. A lipoaspiração em primeiro lugar, prótese mamária em segundo, redução mamária em terceiro e depois a abdominoplastia.
 

Ao aplicar a termografia, este estudo multidisciplinar vai permitir uma técnica de imagem inócua para o paciente aumentar o conhecimento anátomo-fisiológico da parede abdominal durante o procedimento de abdominoplastia.
 

“Desta forma podem avaliar-se procedimentos de cirurgia plástica e reconstrutiva, dando uma informação mais objetiva aos cirurgiões que poderá no futuro influenciar a forma da realização dos procedimentos cirúrgicos e ajudar a determinar melhor o período de recuperação”, referiu Ricardo Vardasca, investigador da FEUP.
 

Outra mais-valia do uso da termografia é a “identificação dos vasos sanguíneos principais nas situações onde há necessidade de transferência de tecidos/retalhos, facilitando a sua ligação e mais rápida recuperação”, conclui.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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