Investigadores procuram antepassados

Universidade do Minho lança bases para estudo internacional

09 janeiro 2003
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Como seriam os nossos antepassados? Que núcleos familiares tiveram os nossos tetravós? Quantos filhos? Onde nasceram e para onde foram? Que profissões exerciam?
 

 

Estas são algumas das questões que levaram a investigadora Maria Norberta Amorim, da Universidade do Minho, a lançar-se na procura dos seus antepassados. Mas este não é um mero estudo pessoal. Com ela estão investigadores de outros cantos do mundo. E é por isso que a investigadora já encontrou eco dos seus antepassados na América Latina, através da metodologia de reconstituição do passado.
 

 

No México, Argentina e Brasil, a unidade que coordena, o Núcleo de Estudos de População e Sociedade da Universidade do Minho, conta agora com parceiros interessados em seguir a mesma abordagem. A falta de nomes de família, particularmente do nome do pai de cada indivíduo, foi característica comum nos primeiros temposde colonização do Novo Mundo, uma dificuldade torneada pelo método de Norberta Amorim.
 

 

Esta parceria no campo da Demografia Histórica e da História da Família envolve investigadores de Espanha, França e Itália, através do programa comunitário ALFA.
 

 

Quanto ao trabalho sobre os registos portugueses, o financiamento provém da Fundação para a Ciência e Tecnologia e conta com cinco bolseiros. Mais de 30 investigadores (mestrados ou doutorados com outros trabalhos a cargo) colaboram no apuramento de dados.
 

 

Um ficheiro de indivíduos é cruzado com um ficheiro das famílias. Isto permite seguir percursos individuais e o estabelecimento de novos laços. Segundo explicou ao «Jornal de Notícias» Maria Norberta Amorim, não ficam, por exemplo, de fora situações como a antiga «ilegitimidade» do nascimento de crianças.
 

 

Fonte: Jornal de Notícias
 

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