Investigadores portugueses fazem avanços na nanotecnologia

Estudo realizado por investigadores da Universidade do Porto

20 abril 2011
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Investigadores portugueses desenvolveram uma técnica capaz de reduzir substancialmente o tempo necessário para o desenvolvimento de nanopartículas terapêuticas, dá conta uma notícia publicada no sítio da Universidade do Porto.
 

De acordo com os autores do estudo, liderados por Paula Pêgo, do Instituto de Engenharia Biomédica (INEB), da Universidade do Porto, esta técnica pode aumentar substancialmente a rapidez com que novas partículas são colocadas no mercado e postas ao serviço dos cidadãos.
 

A notícia publicada no sítio da Universidade do Porto refere que um dos objectivos da medicina contemporânea é descobrir e utilizar tratamentos de acordo com as doenças e pacientes, os quais envolvam o desenvolvimento de substâncias capazes de atingir unicamente as células alvo. Uma das ferramentas utilizadas na biomedicina e que é capaz de desenvolver este tipo de tratamentos é a nanotecnologia. Esta tecnologia tem como base a produção de partículas com um tamanho mil vezes inferior ao diâmetro de um cabelo e que são revestidas com substâncias que lhes permitem aderir a alvos específicos.  
 

Trata-se de preparar partículas que, depois de injectadas no corpo, irão colar-se exclusivamente às células-alvo, “servindo para a entrega de fármacos, evitando efeitos secundários sobre outras células ou, simplesmente, para sinalizar onde células “doentes” estão”, explicou Ana Paula Pêgo ao sítio da Universidade do Porto.
 

Contudo, o desenvolvimento deste tipo de nanopartículas é um procedimento muito moroso, pois o processo técnico é muito longo e requer a realização de muitas etapas. Os investigadores revelam que por vezes demoravam mais de um ano a conseguir eleger a “melhor nanopartícula”. Neste novo estudo, publicado na revista científica “Small”, os investigadores do INEB propuseram uma abordagem distinta que recorre a testes num “microscópio de força atómica” e a alguns cálculos, traçando um atalho na identificação dessas partículas. Com esta nova abordagem “conseguimos reduzir o tempo de cerca de um ano para um par de meses e ainda reduzir muito a factura experimental, ao diminuir imenso os recursos experimentais”, concluiu Ana Paula Pêgo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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