Investigadores portugueses estão a desenvolver um “personal trainer” robô

Projeto do Instituto Superior Técnico

29 outubro 2015
  |  Partilhar:
Uma equipa de investigadores portugueses está a desenvolver um personal trainer robô para incentivar os idosos a praticarem exercício físico e ajudar pacientes com necessidades de reabilitação.
 
O projeto financiado pelo Programa Carnegie Mellon Portugal (CMU Portugal) está a ser desenvolvido pelo Instituto de Sistemas e Robótica, do Instituto Superior Técnico (IST), e envolve universidades e empresas nacionais. 
 
“Estamos a entrar no segundo ano do projeto e temos já alguns complementos que têm sido demonstrados. A ideia é no fim dos quatro anos termos o robô, um treinador pessoal, que terá um programa de exercícios que deverá ser controlado por clínicos ou terapeutas que estejam a acompanhar a pessoa”, disse à agência Lusa o investigador Alexandre Bernardino, do IST.
 
O investigador explicou que a ideia base é ter tecnologia de informação em robótica para fazer a promoção de programas de exercício para grupos com necessidades especiais, particularmente idosos, mas também para pacientes com algum tipo de necessidade de reabilitação. 
 
Nesse sentido, o robô deverá tornar-se um assistente pessoal, ensinando exercícios físicos e promovendo atividades de fisioterapia: “Vai aplicar técnicas de motivação, de chamada para o jogo, de controlo dos tempos e das dificuldades do jogo", ao mesmo tempo que monitoriza as respostas fisiológicas.
 
“Temos sensores que medem o ritmo cardíaco, a frequência respiratória e outras medidas”, disse Alexandre Bernardino.
 
Os investigadores estão a desenvolver um sistema com técnicas de interação inovadoras, com projeção de conteúdos de jogos, de brincadeiras, de exercício, através de um projetor, que pode estar em casa da pessoa, na clínica ou num lar de idosos. 
 
O objetivo final é que o robot possa ir atrás da pessoa, a alerte para fazer exercício e escolha onde projetar os conteúdos dos jogos e que tenha “um aspeto simpático para aumentar a atratividade do jogo para as pessoas”. 
 
Ana Bettencourt, professora na Faculdade de Farmácia de Lisboa salientou a importância das tecnologias de saúde para melhorar a qualidade de vida dos idosos. 
 
“As tecnologias de saúde vão desde o simples ‘pacemaker’ até tecnologias que estão em desenvolvimento, como o olho artificial”, e um ‘pacemaker’ para “o cérebro, para estimular a memória, uma das funções que se perde com a idade”, disse à agência Lusa Ana Bettencourt.
 
Ana Bettencourt referiu exemplos de como as tecnologias têm beneficiado a vida das pessoas, como a pele artificial para uma melhor cicatrização das feridas e a artroplastia da anca, que permite uma maior mobilidade às pessoas quando são operadas.
 
“Hoje em dia já não é só tratar a doença, mas fazer com que o idoso seja uma pessoa ativa e que tenha melhor qualidade de vida”, rematou.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.