Investigadores portugueses desenvolvem potenciais fármacos antipsicóticos

Estudo realizado pela Universidade do Minho

03 janeiro 2012
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Uma equipa de investigadores da Escola de Ciências da Universidade do Minho (UM) está a desenvolver potenciais fármacos para o tratamento de doenças psiquiátricas, revela uma notícia avançada pela agência Lusa.

 

A coordenadora do projeto, Fernanda Proença, revelou, em comunicado de imprensa, que a equipa construiu já uma biblioteca de 5500 estruturas químicas. “São estruturas desenhadas por nós e que conseguimos facilmente sintetizar no laboratório para o estudo posterior da sua aplicação como agentes antipsicóticos”, referiu.

 

Fernanda Proença admite que ainda não estão definidas as caraterísticas do fármaco ideal que possa atuar como antipsicótico, com reduzidos efeitos secundários.

 

“Provavelmente, ninguém o saberá dizer nesta altura. Prosseguem os esforços no sentido de preparar estruturas novas, com menos problemas secundários do que os fármacos atualmente comercializados. Estamos a tentar desenvolver novas moléculas que possam atuar em mais de um recetor, tendo uma maior eficiência no tratamento destas patologias”, explicou a investigadora.

 

De forma a tornar mais rápido o processo de descoberta de novos fármacos, os investigadores recorreram a triagens virtuais, uma ferramenta informática que permite testar um elevado número de pares “recetor e potencial fármaco”, para selecionar os que têm maior probabilidade de sucesso.

 

Após a identificação das estruturas potencialmente ativas, é necessário sintetizar as moléculas, o que pode revelar-se um processo extremamente difícil. A atividade biológica das moléculas sintetizadas na UM é, posteriormente, testada nas instalações da Universidade de Santiago de Compostela, com a qual os investigadores portugueses mantêm uma parceria. A UM conta ainda com a colaboração da Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona.

 

“Este processo repete-se até encontrarmos uma molécula que possa ser candidata a fármaco. Várias moléculas foram já submetidas ao screening farmacológico, algumas delas com resultados bastante promissores, mas continuamos a sintetizar novas estruturas”, explica Fernanda Proença.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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