Investigadores portugueses desenvolvem nova tecnologia para lentes

Projeto “ColorLens”

30 outubro 2015
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Investigadores da Universidade de Vila Real criaram lente oftálmicas que “mais rapidamente” escurecem ao sol e ficam incolores, um projeto de 246 mil euros financiado por fundos europeus.
 
De acordo com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), o projeto “ColorLens” decorreu entre agosto de 2013 e junho de 2015 e encontra-se em processo de registo de patente nacional e internacional.
 
A UTAD é parceira neste projeto da empresa Polo, que está sediada em Vila Real, produz lentes oftálmicas e emprega 76 trabalhadores.
 
Segundo a notícia avançada pela agência Lusa, o objetivo da investigação foi desenvolver as “ColorLens”, designadamente “lentes oftálmicas fotocrómicas capazes de escurecer quando expostas ao sol e voltar ao estado incolor em locais não iluminados diretamente pelo sol, de forma rápida e confortável”. As lentes fotocromáticas são lentes que escurecem em função da luminosidade natural do exterior.
 
“Foram desenvolvidos dois protótipos de lentes que adquirem tons cinzento ou castanho quando expostas ao sol e revertem completamente ao estado incolor em apenas dois minutos, quando deixam de estar expostas à luz do sol”, disse o docente da UTAD e investigador do centro de química da universidade de Vila Real, Paulo Coelho. 
 
Segundo o investigador, as lentes que existem no mercado, “coram em cerca de 30 segundos quando expostas ao sol, adquirindo tons cinzento ou castanho, mas na ausência de luz descoram muito lentamente levando cerca de oito minutos até se adaptarem à luz interior, o que torna o seu uso desagradável”. 
 
Paulo Coelho referiu ainda que, nas lentes existentes, a exposição a diferenças de temperatura, “conduz regularmente à formação de fissuras que inviabilizam o seu uso”.
 
As lentes desenvolvidas no laboratório da academia transmontana apresentam, segundo assegurou, “melhor adaptabilidade às condições de luminosidade e não apresentam qualquer problema ao nível de formação de fissuras”.
 
O produto exige uma durabilidade assegurada de dois anos, pelo que, de acordo com Paulo Coelho, estão a ser efetuados testes de envelhecimento acelerado “para garantir que a performance não se altera ao longo do período de vida da lente”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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