Investigadores portugueses criam nova terapia contra o cancro

Estudo da Universidade de Aveiro

20 dezembro 2013
  |  Partilhar:

O combate ao cancro pode ser feito com a utilização de nanopartículas de óxido de grafeno, uma terapia mais eficaz e com menos efeitos secundários, de acordo com um estudo levado a cabo pelos investigadores da Universidade de Aveiro (UA).

 

"Quando reduzido ao tamanho de nanopartículas, que facilmente se acumulam no tecido tumoral após serem injetadas no corpo, o óxido de grafeno, graças à capacidade de absorver luz direcionada externamente, aquece o suficiente para destruir de forma segura e controlada as células cancerígenas, deixando intactas as saudáveis", conclui o estudo desenvolvido na Universidade de Aveiro (UA).

 

A notícia, avançada pela agência Lusa, refere que esta nova terapia, para além de aumentar a taxa de sucesso das atuais terapias anticancerígenas, em especial no combate a tumores situados em regiões vitais e onde a opção cirúrgica não é viável, pretende controlar a reação do sistema imunitário ao tratamento e reduzir os efeitos secundários nocivos dos métodos tradicionais.

 

"É possível utilizar o nano óxido de grafeno como nanopartícula (cem mil vezes mais pequena que um milímetro) para provocar hipertermia (aumento da temperatura) especificamente desenhada para cada tumor e, portanto, a sua destruição", referiu a investigadora do Grupo de Investigação em Nanotecnologia do Departamento de Engenharia Mecânica da UA, Mercedes Vila.

 

De acordo com a investigadora, este estudo "demonstra como a aplicação de nano óxido de grafeno, em células tumorais de osso, é eficiente, e que o tipo de morte celular pode ser controlada em função dos parâmetros de irradiação de luz sobre as nanopartículas, para produzir destruição dos tumores de forma mais ou menos agressiva".

 

"A terapia oncológica através de hipertermia mediada por nanopartículas de óxido de grafeno tem a vantagem de ser muito barata, pois este material pode ser produzido facilmente em larga escala", salienta Mercedes Vila, explicando que, "devido à sua estrutura aromática bidimensional, quando comparado com outras nanopartículas, tem igualmente duas outras grandes características que jogam a seu favor: a de se acumular mais facilmente nos tecidos tumorais e a de interagir com fármacos ou com moléculas bioativas muito mais eficientemente".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.