Investigadores portugueses comprovam efeitos terapêuticos em plantas medicinais de São Tomé

Resultados do Projecto Pagué

24 junho 2008
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Uma equipa científica portuguesa comprovou efeitos os anti-bacterianos e anti-fúngicos em 75% de um conjunto de 50 plantas medicinais usadas por terapeutas tradicionais para combater infecções em São Tomé e Príncipe.
 

 

Estes dados constam do livro "Estudo Etnofarmacológico de Plantas Medicinais de S. Tomé e Príncipe", apresentado terça-feira no jardim Botânico Tropical, em Lisboa, pela coordenadora da equipa, Prof. Maria do Céu Madureira, do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz.
 

 

Entre as plantas em causa, cujas características químicas e farmacológicas estudou, Maria do Céu Madureira destacou a “Tithonia diversifolia”, chamada localmente girassol ("parecida com o girassol mas muito mais pequena"), com comprovada actividade anti-malárica. Foram também encontradas espécies com actividade anti-viral comprovada "in vitro" na replicação do HIV (vírus da imunodeficiência humana) e contra os vírus Herpes simplex e da Hepatite B, nestes casos "in vivo" – salientou a especialista à agência Lusa.
 

 

Este trabalho insere-se no Projecto Pagué ("Papagaio" em português e o nome de um distrito da ilha de Príncipe), que consiste na recolha e investigação etnofarmacológica de plantas medicinais por farmacêuticos e botânicos portugueses com a colaboração do Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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