Investigadores portugueses a trabalhar nos EUA reunidos em 3º Fórum
17 janeiro 2002
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Mais de uma centena de investigadores portugueses que desenvolvem a sua actividade científica nos Estados Unidos vão reunir-se entre sexta-feira e domingo na Universidade da Carolina do Norte, uma iniciativa da associação luso-americana de pós- graduados.
 

 

A Portuguese American Post-Graduate Society (PAPS) organiza pela terceira vez um fórum que vai juntar, para além dos cientistas, representantes do meio académico, empresarial e governamental dos dois países e que visa identificar estratégias para promover a contribuição desta comunidade de excelência para o desenvolvimento de Portugal.
 

 

Nas suas declarações à agência Lusa, o presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia, Luís Magalhães explicou que o principal objectivo destes «é desenvolver uma rede de relações entre os investigadores portugueses que trabalham nos vários pontos dos Estados Unidos e sintonizar a informação relacionada com Portugal.».
 

 

Segundo Luís Magalhães, que falará num painel sobre Investigação & Desenvolvimento nas universidades e empresas, estes encontros são essenciais para actualizar os cientistas sobre a realidade do país, sobretudo para os que o deixaram há mais tempo. «O país teve nos últimos anos um desenvolvimento científico muito significativo e é preciso que os investigadores que saíram de Portugal há meia dúzia de anos saibam disso», sublinhou.
 

 

Cativar estes investigadores de topo para o regresso a Portugal não é um objectivo estratégico do PAPS, embora esta sociedade tenha consciência de que muitos dos que estão a realizar o seu doutoramento ou pós-doutoramento do outro lado do Atlântico pretendem radicar-se no seu país de origem.
 

 

Depois do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e da Universidade de Berkeley, em 2002 é a vez da Universidade da Carolina do Norte acolher o terceiro fórum do PAPS. Para o encontro deste ano, estão previstas presenças como a do embaixador português nos EUA, João da Rocha Páris, do director da Goldman Sachs, António Borges, e do administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, Eduardo Marçal Grilo.
 

 

Actualmente, segundo os números da Fundação para a Ciência e tecnologia (organismo do Ministério da Ciência e da Tecnologia), existem 340 investigadores portugueses a realizarem doutoramentos e pós-doutoramentos nos Estados Unidos com bolsas nacionais. «É importante salientar que há uma presença significativa da comunidade portuguesa nas melhores universidades norte- americanas», referiu Luís Magalhães.
 

 

Instituto de Tecnologia de Massachusetts (21 cientistas portugueses bolseiros), Harvard (15), New York University (11), Universidade da Califórnia - Berkeley (8), Stanford University (7), Princeton (6) são alguns dos centros de investigação de topo dos EUA por onde se espalham os «cérebros» portugueses.
 

 

MNI – Médicos Na Internet
 

Fonte: Lusa

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