Investigadores fogem da Rússia

País perdeu em dez anos mais de 500 mil cientistas

20 junho 2002
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O número de cientistas e especialistas altamente qualificados que abandonaram a Rússia na última década pode chegar aos 800 mil, afirmou ontem Viktor Kalinushkin, chefe do sindicato da Academia de Ciências russa.
 

 

"Nos últimos dez anos, entre 500 mil e 800 mil cientistas saíram do país (com uma população de 144 milhões) para realizar trabalhos de longo prazo e quase nenhum regressou", afirmou Kalinushkin à agência noticiosa Interfax.
 

 

Segundo o funcionário, os cientistas russos no estrangeiro ganham entre 3000 e 7000 dólares mensais (entre 3114 e 7266 euros), enquanto na Rússia o salário médio de um investigador não chega aos cem dólares (103 euros).
 

 

Kalinushkin precisou que a maioria dos cientistas a trabalhar no estrangeiro é constituída por especialistas jovens, entre 28 e 30 anos, que encontram sem dificuldade trabalho no Japão, Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Alemanha e França. Nestes países existe uma grande procura de físicos, biólogos, químicos e especialistas em computadores e programação, sublinhou, acrescentando que pelo menos 30 por cento dos produtos oferecidos pela empresa Microsoft foram elaborados por especialistas russos.
 

 

O diário Sovietskaya Rossia anunciou que vários sindicatos de organizações científicas russas convocaram um protesto nacional entre 24 e 27 deste mês. Os cientistas exigem que o Governo cumpra a lei federal que estipula que pelo menos quatro por cento do orçamento nacional se deve destinar a financiar a ciência, e aumente os salários aos trabalhadores deste sector.
 

 

Ver tudo no: Diário de Notícias
 

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