Investigadores desenvolvem anticongelante biológico a partir de peixe polar
20 agosto 2001
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Investigadores norte-americanos desenvolveram um anticongelante que poderá permitir uma melhor protecção das colheitas em situações de temperatura muito baixa, reproduzindo uma substância presente num peixe das regiões polares, segundo um estudo publicado hoje.
 

 

Este anticongelante de síntese, também utilizável para conservar melhor os órgãos destinados a operações de transplante, foi desenvolvido a partir de um anticongelante biológico de um peixe da família dos teleósteos (peixes vertebrados com esqueleto ossificado), anunciaram os investigadores na edição Setembro/ Outubro da revista Bioconjugate Chemistry.
 

 

Uma das principais dificuldades do congelamento com fins industriais e médicos é a formação de cristais de gelo que danificam os materiais vivos.
 

 

Certos microorganismos, como este peixe polar, produzem uma substância denominada glycoproteína anticongelante (AFGP) que impede a formação desses cristais de gelo no organismo, descrevem os investigadores.
 

 

O funcionamento do AFGP ainda não é totalmente conhecido mas os investigadores já conseguiram modificar a estrutura desta glycoproteína de forma a produzi-la artificialmente em grandes quantidades, segundo Robert Ben, que conduziu o estudo para a Universidade de Nova Iorque em Binghamton.
 

 

As novas proteínas sintéticas são "muito diferentes da glycoproteína anticongelante natural mas apresentam a propriedade de inibir o desenvolvimento do gelo", declarou Ben, qualificando- as de "incrivelmente prometedoras para um grande número de utilizações".
 

 

Fonte: Lusa
 

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