Investigadores descobrem novos dados sobre Alzheimer

Pistas podem evitar o desencadear da doença

17 fevereiro 2004
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Certas modificações das gorduras contidas nos neurónios estão na origem do processo de degenerescência conducente à doença de Alzheimer, afirmam cientistas que pensam dispor de novas pistas para evitar o desencadear da doença.A concentração no cérebro de colesterol e de um outro lípido (ceramida) parece desencadear «uma cascata neurodegenerativa» que acaba por destruir os neurónios e levar à doença de Alzheimer, segundo estes investigadores, que no domingo apresentaram os seus trabalhos em Seattle (no noroeste dos Estados Unidos) durante a conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS).Os resultados levam também a pensar que a acumulação destes lípidos é desencadeada pela presença do péptido beta-amilóide, principal componente da substância amilóide que constitui as placas senis. A presença do péptido provocaria a acumulação de colesterol e ceramida, desencadeando por sua vez a morte dos neurónios. «Suspeitávamos que mudanças no metabolismo das gorduras das membranas dos neurónios desempenham um papel no Alzheimer mas não tínhamos conseguido até agora estabelecer uma ligação directa», explicou Mark Mattson, que dirigiu os trabalhos. «Com este estudo mostramos como as alterações dos lípidos da membrana podem provocar a disfunção e morte dos neurónios», acrescentou.Estes resultados permitem também explicar por que razão os anti- oxidantes do tipo vitamina E podem atrasar o desencadear da doença, fornecendo uma nova pista de investigação. Os autores dos trabalhos, realizados em cérebros de ratos, revelaram que o tratamento com vitamina E reduz os níveis de ceramida e colesterol nos neurónios, o que se traduz «numa baixa significativa do número de neurónios mortos».Os investigadores observaram também a presença de níveis claramente superiores de ceramida e colesterol numa parte do cérebro de pessoas afectadas pela doença de Alzheimer em relação às quantidades medidas noutras pessoas não afectadas.Susan Resnick, também do NIA, apresentou os resultados de trabalhos que publicou recentemente sobre a ligação possivelmente existente nos idosos entre o nível de testosterona no sangue e a doença de Alzheimer.Fonte: Lusa

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