Investigadores de Coimbra distinguidos pela Fundação Calouste Gulbenkian

Prémios no valor de 12.500 euros cada um

27 janeiro 2016
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Os investigadores da Universidade de Coimbra (UC) João Calmeiro e João Vareda foram distinguidos pela Fundação Calouste Gulbenkian, com bolsas de estímulo à investigação, no valor de 12.500 euros cada um.
 
De acordo com o comunicado da UC, ao qual a agência Lusa teve acesso, João Calmeiro, do Centro de Neurociências e Biologia Celular, foi distinguido pelo trabalho que está a desenvolver sobre uma importante proteína, canalrodopsina-2, que poderá ser “utilizada como ferramenta contra a cegueira causada por degeneração da retina, uma patologia que afeta mundialmente mais de 15 milhões de pessoas”.
 
Algumas doenças provocam a cegueira através da “perda específica dos neurónios da retina que são sensíveis à luz”, mas outros neurónios, que “normalmente não respondem à luz, sobrevivem e podem recuperar a função da visão através de técnicas de optogenética”.
 
Segundo o investigador o estudo “procura conferir capacidade de resposta à luz aos neurónios da retina que não têm essa capacidade naturalmente”.
 
O objetivo é “alterar as propriedades de absorção de luz da proteína canalrodopsina-2, que naturalmente responde apenas à luz de cor azul, e criar novas variantes que absorvem e respondem à luz de outras cores”, conclui o líder do estudo, João Calmeiro.
 
A investigação de João Vareda, em curso no Centro de Investigação dos Processos Químicos e Produtos da Floresta, foca-se no desenvolvimento de “um aerogel à base de sílica para remediação de solos contaminados com metais pesados”.
 
Com base nas propriedades que potenciam a utilização dos aerogéis à base de sílica, materiais nanoestruturados, como adsorventes e sua modificação, a investigação tem como objetivo “gerar um novo aerogel que seja capaz de remover dos solos um conjunto de seis metais pesados em simultâneo” (cádmio, chumbo, zinco, níquel, cobre e crómio).
 
Estes metais pesados, que são os que “mais poluem os solos ibéricos”, têm “origem na poluição atmosférica e na atividade humana e podem ser arrastados pela água das chuvas, sendo este problema ambiental mais relevante quando se trata de solos agrícolas”, disse João Vareda, cujo estudo é orientado por Luísa Durães.
 
O investigador acredita que poderá ter “um aerogel capaz de remover metais pesados dos solos ibéricos” dentro de um ano.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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