Investigadores contemplados com Prémio Grünenthal Dor

Estudo das Universidades do Minho e Porto

10 julho 2013
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Investigadores das Universidades do Minho e do Porto foram contempladas com o Prémio Grünenthal Dor 2012, revelou a Fundação Grünenthal.

A notícia avançada pela agência Lusa refere que o Prémio de Investigação Clínica foi ganho por três investigadores da Universidade do Minho, com um trabalho sobre analgesia de resgate a pacientes que se sujeitaram a uma cirurgia de retirada do útero (histerectomia).
 

A investigadora principal do estudo, Patrícia Pinto, sublinhou que esta investigação permitiu concluir que a decisão dos profissionais de saúde em administrar analgésicos de resgate 48 horas após a realização duma histerectomia é influenciada não só pela intensidade de dor pós-cirúrgica reportada pelas pacientes, mas também por outras variáveis clínicas, como o tipo de anestesia a que foram submetidas.
 

Pacientes com quadros prévios de dor crónica, com elevados níveis de medo pré-cirúrgico e de ansiedade pós-cirúrgica apresentam também uma maior probabilidade em receber analgésicos de resgate no período de 48 horas após a cirurgia. A analgesia de resgate é aquela que é aplicada quando a original não se mostra suficiente.
 

“No futuro, este estudo poderá contribuir para o desenvolvimento e implementação de programas de formação, dirigidos aos profissionais de saúde que lidam com doentes pós-cirúrgicos, direcionados para a sensibilização dos mesmos em relação à influência potencial que outros fatores, para além da intensidade da dor pós-cirúrgica, podem desempenhar nas suas decisões clínicas”, enfatizou Patrício Pinto.
 

 

O Prémio de Investigação Básica foi atribuído a um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, com o trabalho “Hipoalgesia congénita provoca diminuição da ansiedade e melhoria da aprendizagem”.
 

Esta investigação teve como objetivo avaliar as alterações de comportamento que se observam num modelo animal que possui um limiar elevado de perceção dolorosa, que o torna muito semelhante a algumas doenças humanas de insensibilidade dolorosa.
 

“Com esta investigação, descobrimos que uma experiência de vida com reduzidos níveis de dor pode ter efeitos comportamentais benéficos”, explicou a investigadora principal do estudo, Clara Monteiro.
 

De acordo com a investigadora, este estudo poderá contribuir para a melhor compreensão dos efeitos das patologias dolorosas sobre o equilíbrio funcional do cérebro.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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