Investigadores brasileiros desenvolvem vacina contra a esquistossomose

Estudo da Fundação Oswaldo Cruz

14 junho 2012
  |  Partilhar:

Investigadores brasileiros desenvolveram uma vacina contra a esquistossomose, uma doença parasitária que surge em áreas com saneamento básico pobre, revelou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

 

Este anúncio foi feito após a realização do primeiro teste em humanos, efetuado em 20 voluntários no Laboratório Esquistossomose Experimental do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Foi verificado que não houve a ocorrência de efeitos secundários graves, o que, segundo a Fiocruz, comprovou a segurança da imunização.

 

A Esquistossomose é a mais grave forma de parasitose por organismos multicelulares, em que as larvas dos parasitas penetram a pele, e causa a morte de milhares de pessoas por ano.

 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, a vacina será testada em grande escala no Brasil e em África, em zonas de risco elevado de contração da doença, anunciou a líder do estudo, Miriam Tendler. Os locais específicos para a realização dos testes serão escolhidos em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

A investigadora acredita que a vacina poderá ser disponibilizada a hospitais e postos de saúde dentro de três ou quatro anos para combater a esquistossomose, que atinge cerca de 200 milhões de pessoas no Brasil, em África e na América Central.

 

Números da OMS indicam também que 800 milhões de pessoas vivem em zonas de risco da doença, atualmente tratada com antiparasitários, que não eliminam o risco de novas infeções. A esquistossomose é a segunda doença parasitária mais devastadora, a seguir à malária, segundo a OMS.

 

A doença provoca dores de cabeça, diarreia e tosse com sangue e pode causar a morte ao afetar órgãos como o fígado, os rins, os pulmões, a medula e o cérebro.

 

A investigação para a produção da vacina começou na Fiocruz em 1975. Na segunda década de trabalho, segundo a fundação, foi identificada a proteína S14 como princípio ativo que poderia exercer efeito farmacológico contra o parasita.

 

Essa proteína pode servir também para imunizar contra outros parasitas, como o causador da fasciolose hepática, doença originária da Europa, que atinge o gado.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 5
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.