Investigadores “imprimiram” células oculares

Estudo publicado na revista “Biofabrication”

20 dezembro 2013
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Investigadores do Reino Unido utilizaram uma tecnologia de impressão de injeção para imprimir pela primeira vez células retiradas dos olhos, refere o estudo publicado na revista “Biofabrication”.

 

Apesar de estes serem resultados preliminares, fornecem uma prova de conceito de que uma impressora a  jato de tinta pode ser utilizada para imprimir dois tipos de células da retina de ratinhos adultos, células ganglionares e gliais. As células ganglionares transmitem informação do olho para determinadas regiões do cérebro, e as células gliais estão envolvidas no apoio e proteção dos neurónios.

 

“O nosso estudo mostrou pela primeira vez que células do olho, provenientes do sistema nervoso central podem ser impressas com uma tecnologia de impressão de tinta piezoelétrica. Apesar de serem necessários mais estudos, o objetivo final é desenvolver esta tecnologia para a utilizar, no futuro, na reparação da retina”, revelaram em comunicado de imprensa, os coautores do estudo, Keith Martin e Barbara Lorber.

 

A capacidade de organizar as células em padrões e estruturas definidas tem conduzido à utilização recente da impressão 3D de estruturas celulares para utilização na medicina regenerativa.

 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, utilizaram um dispositivo piezoelétrico de impressão a jato de tinta que expulsa células através de um bocal com um diâmetro inferior ao milímetro, quando se aplica um pulso elétrico específico.

 

Após terem sido impressas, os investigadores realizaram vários testes a cada tipo de célula, para saber como e quantas sobreviveram ao processo, e se a sua capacidade de sobrevivência e crescimento tinha sido afetada. Foi verificado que as células permaneceram saudáveis e mantiveram a sua capacidade de sobreviver e crescer em cultura.

“Estamos a planear estender este estudo à impressão de outro tipo de células da retina e investigar se os fotorreceptores sensíveis à luz podem ser impressos através desta tecnologia, conclui Keith Martin.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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