Investigadoras portuguesas descobrem que as bactérias adaptam-se mil vezes mais depressa do que se pensava

Estudo publicado na revista "Science"

15 agosto 2007
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Um estudo da autoria de quatro investigadoras portuguesas, publicado na semana passada na revista "Science", conclui que as bactérias conseguem adaptar-se mil vezes mais rapidamente do que se pensava.
 

 

Totalmente financiado e realizado em Portugal, o estudo utilizou uma técnica para identificar as mutações das bactérias que lhes conferem vantagens em termos da capacidade de resistência, concluindo que estes organismos "têm um potencial adaptativo extraordinariamente elevado".
 

 

Isabel Gordo, umas das quatro investigadoras do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), explicou à Lusa que as bactérias "adaptam-se muito mais rapidamente do que até agora era admitido".
 

 

"Pensava-se que tinham uma capacidade de adaptação mil vezes inferior ao que observámos. Este estudo é um contributo substancial para a compreensão de um problema central na teoria da evolução", disse a investigadora.
 

 

De acordo com a responsável, as conclusões desta pesquisa "têm implicações importantes ao nível da Saúde Pública, nomeadamente na resistência a antibióticos e medicamentos".
 

 

A descoberta pode "servir de alerta, pois significa que vai ser mais difícil controlar estes microrganismos do que se pensava", sublinhou.
 

 

Fontes: Lusa e Público
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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