Investigadora traça perfis dos pedófilos portugueses

Maior parte dos casos de pedofilia acontece na família

12 fevereiro 2003
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A maior parte dos casos de abuso sexual a menores em Portugal acontece no interior da família e as vítimas são, sobretudo, as crianças do sexo feminino, segundo um projecto de investigação de psicologia criminal.
 

 

Partindo da análise de 32 casos de abusos sexuais, a investigadora Cristina Soeiro, do Instituto de Ciências Criminais da Polícia Judiciária, conclui que a maior parte dos pedófilos «estão no seio familiar».
 

 

Em entrevista à Lusa, Cristina Soeiro refere que «a grande tendência é os agressores estarem no interior da família, mas há dois tipos diferentes: uns cometem incesto e têm histórico de abuso sexual fora da família e outros têm relações incestuosas mas só o fazem dentro da família».
 

 

Apesar de reessalvar que estas conclusões não são definitivas, a investigadora explica que o projecto-piloto «surgiu da necessidade de caracterizar tecnicamente este tipo de agressores».
 

 

O projecto, que decorre há três anos, vai prosseguir e no final do próximo ano deverá haver perfis dos pedófilos portugueses «mais definidos», segundo a investigadora.
 

 

Linha de apoio a crianças da Casa Pia
 

 

O serviço telefónico de apoio a vítimas de violência doméstica recebeu nove chamadas ligadas a casos envolvendo crianças da Casa Pia, disse à Lusa o presidente da
 

Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).
 

 

Desde princípios de Dezembro que a linha de informação a vítimas de violência doméstica está disponível para os alunos e familiares de alegadas vítimas de abusos sexuais na Casa Pia.
 

 

Em declarações à Lusa, o presidente da APAV - instituição que dá apoio a este serviço telefónico -, João Lázaro, contou que foram já recebidas por funcionários da associação nove chamadas supostamente relacionadas com crianças da Casa Pia.
 

 

De acordo com a APAV, desde que rebentou o escândalo da alegada rede pedófila envolvendo a Casa Pia, sentiu-se também «um aumento da procura do apoio para casos de crimes sexuais contra crianças».
 

 

Apesar de não estar quantificado esse aumento de pedidos de ajuda, João Lázaro disse que esse acréscimo se sente não só na linha telefónica para vítimas de violência doméstica, mas também nos gabinetes de apoio da APAV.
 

 

Fonte: Lusa
 

 

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