Investigadora cria adesivo para tratar defeitos cardíacos de bebés

Estudo realizado em colaboração com a Harvard Medical School

12 setembro 2012
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Uma investigadora portuguesa está a desenvolver um adesivo que ajuda a resolver "defeitos" cardíacos de bebés, evitando uma operação e efeitos secundários.


Maria José Pereira, doutoranda do MIT Portugal, que está a realizar a investigação em colaboração com a Harvard Medical School, onde "tudo é testado em hospital, com médicos-cirurgiões", revelou à agência Lusa que a ideia é desenvolver um adesivo, colocado através da carótida, indo até ao coração através de um cateter.


A investigadora explicou que o objetivo é resolver problemas como defeitos no septo, malformações ventriculares, ou seja, "quando há um buraquinho entre os dois ventrículos ou nas aurículas". Através deste novo método, "evita-se que seja necessária uma operação de coração aberto, os materiais são elásticos, [permitindo] imitar as propriedades do coração, sem causar fricção no tecido cardíaco", acrescentou Maria José Pereira, avançando que os cientistas esperam que haja "muito menos efeitos secundários".


Os materiais utilizados foram já testados em ratinhos, nomeadamente as propriedades de biocompatibilidade, e "agora estamos a desenvolver os procedimentos e os dispositivos usando um modelo animal de porco", disse Maria José Pereira.


A investigadora explicou que o adesivo "serve como suporte e há várias células que podem aderir ao material e, à medida que o material se vai degradando, as células vão-se organizando" e vai sendo criada uma cicatriz, a qual, segundo vários estudos, "não é um problema".


A cientista começou por trabalhar em terapias para enfartes agudo do miocárdio, desenvolveu um elemento local para entrega de fármacos de maneira controlada ao coração e foi necessário um adesivo para o colocar na superfície do coração. Foi assim que surgiu a ideia de usar o adesivo para outros problemas cardíacos, como os defeitos no feto.


E prosseguiram os trabalhos para "desenvolver um material que seja resistente ao sangue e que possa ser empregue de uma maneira minimamente invasiva [quando no local adequado]", especificou a investigadora.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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