Investigador português descobre proteínas determinantes para combater sida

Resumo do estudo publicado pela agência Lusa

21 junho 2011
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O investigador português André Raposo, a trabalhar na Universidade da Califórnia, EUA, descobriu proteínas que poderão vir a ser determinantes nos tratamentos do HIV (o vírus causador da sida).

 

No estudo, a ser publicado em Julho no “Journal of Immunology”, os investigadores André Raposo, David Trudgian e Benjamin Thomas apontam a existência de potenciais proteínas antivirais que podem dar um importante contributo para o desenvolvimento de tratamento contra o HIV. “Vamos mostrar que a activação das células primárias humanas anula as fases iniciais da reprodução do HIV alterando as células do vírus”, explicam os investigadores no resumo do estudo, citado pela agência Lusa.

 

Em conjunto com os colegas, o cientista licenciado em bioquímica pela Universidade de Coimbra e com doutoramento pela Universidade de Oxford, Inglaterra, explora a capacidade imuno-reguladora que os linfócitos (glóbulos brancos) têm em diminuir a infecção do HIV nos macrófagos, células que intervêm na defesa do organismo contra infecções.

 

"Acreditamos que os macrófagos são as primeiras células do sistema imunitário a serem infectadas pelo vírus. No entanto, este não induz a morte destas células, residindo dentro delas durante largos períodos de tempo", explica André Raposo, em declarações à revista “Ciência Hoje”. É nessa altura que essas células transmitem o vírus a outras, como os linfócitos, que acabam por não resistir e que conduzem à sida.

 

Na investigação, os cientistas conseguiram identificar as proteínas que reduzem a capacidade de defesa das moléculas contra as infecções, o que permite em termos laboratoriais alterar as características das células e torná-las menos susceptíveis de serem infectadas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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