Investigador português alerta para a biodeterioração do património cultural português

"Os organismos responsáveis têm feito um esforço, mas as suas verbas são muito limitadas", justifica.

04 março 2003
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O investigador Mário Ferreira alertou para a deterioração do património cultural em Portugal, designadamente para a biodeterioração, lamentando o pouco trabalho que se tem feito na área da prevenção e protecção.
 

 

"Os organismos vivos, sejam eles bactérias, fungos, algas, líquenes, plantas superiores, insectos, entre outros, atacam os materiais dos edifícios ou objectos que constituem o nosso património, provocando a sua deterioração", explicou o investigador e docente na Universidade de Aveiro (UA).
 

 

Segundo Mário Ferreira, a degradação do património está a acontecer "por todo o lado". "Se olharmos para a pedra dos monumentos e esculturas, a madeira, os metais, os têxteis, e o papel de que é feito o nosso acervo histórico verifica-se que estão a ser atacados e há que tomar medidas curativas e preventivas para parar este fenómeno", defendeu.
 

 

Na opinião do docente, o património em Portugal está "muito afectado" pela biodeterioração, porque "tem-se feito muito pouco" ao nível da prevenção e protecção.
 

 

"Os organismos responsáveis têm feito um esforço, mas as suas verbas são muito limitadas", justificou, realçando que as intervenções nesta área são "caras" e "há poucos especialistas nesta matéria" em Portugal.
 

 

Procurando alertar para o problema da biodeterioração do património cultural português, vão realizar-se umas jornadas, entre 02 e 04 de Abril, na Universidade de Aveiro, reunindo como conferencistas conceituados especialistas de Portugal, Espanha e América Latina.
 

 

Nestas jornadas apresentam-se os conhecimentos básicos necessários para compreender a ligação entre os factores ambientais e biológicos da biodeterioração dos vários materiais e indicam-se medidas possíveis de prevenção e protecção.
 

 

"A ideia é transmitir às pessoas como os materiais se degradam para elas poderem actuar ao nível da prevenção", explicou Mário Ferreira, que é presidente da comissão organizadora.
 

 

Serão também expostos diversos casos de biodeterioração do património cultural português, para ilustrar as causas e mecanismos que actuam em cada situação, e as soluções possíveis a implementar.
 

 

As jornadas, dirigidas a arquitectos, engenheiros, químicos, biólogos, restauradores, conservadores, bibliotecários e outros profissionais interessados no tema, incluem, além das conferências, visitas ao património das cidades de Aveiro e de Coimbra.
 

 

Fonte: Lusa

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