Investigador luso-americano inverte processo de envelhecimento

Estudo publicado na “Nature”

04 fevereiro 2011
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O investigador luso-americano, Ronald dePinho, conseguiu pela primeira vez inverter o processo de envelhecimento através da manipulação genética, dá conta um estudo publicado na “Nature”.

 

O professor da escola de medicina de Harvard e do Dana Farber Cancer Institute, nos EUA, explicou à agência Lusa que a sua equipa de investigadores conseguiu artificialmente “ligar e desligar” o gene responsável pela reparação do ADN em ratinhos.

 

Os investigadores começaram por provocar um envelhecimento prematuro nos ratinhos, o qual originou a perda de capacidades cognitivas e sinais exteriores; quando o gene ficasse activado esperava-se um “abrandamento do processo de envelhecimento ou estabilização”.

 

Contudo, o investigador revelou que “em vez disso, vimos uma inversão dramática dos sinais e sintomas do envelhecimento: o cérebro aumentou de dimensão, a memória melhorou, deixou de haver pêlos grisalhos e regressou a fertilidade. Isto ensina-nos que há uma tremenda capacidade de os nossos tecidos se rejuvenescerem por si próprios”.

 

Apesar da importância da descoberta, o trabalho a fazer é ainda “tremendo”, afirma, e será necessária “uma década ou mais” até que se chegue a “uma estratégia segura e eficaz” para reparar o ADN.

 

“Se conseguíssemos descobrir uma droga que pudesse especificamente reactivar este gene e reparar os telómeros”, ou seja , o ADN presente nas extremidades dos cromossomas cuja principal função é manter a estabilidade das células, “as pessoas teriam menos problemas relacionados com a idade, diabetes ou doenças de coração”, concluiu.

 

Entre as dificuldades sentidas pelos investigadores está o momento de activar o gene e por quanto tempo, pois as células cancerosas também podem ser estimuladas.

 

Para além de perceberem qual o momento ideal para activar o gene, os investigadores vão tentar também perceber como é que os tecidos retêm a capacidade de rejuvenescimento, ou seja “os processos biológicos e moleculares que permitem criar esta resposta tremenda”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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