Investigador do Instituto Gulbenkian de Ciência recebe bolsa

Prémio atribuído pelo Conselho Europeu de Investigação

16 janeiro 2014
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O Conselho Europeu de Investigação (ERC) premiou o investigador principal no Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) com uma bolsa de 1,6 milhões de euros.
 

De acordo com o comunicado do IGC, ao qual a agência Lusa teve acesso, esta bolsa irá apoiar a investigação dos “mecanismos que controlam a transmissão fidedigna de informação não-genética da célula-mãe para as células-filhas” levada a cabo pelo investigador Lars Jansen.
 

“Em parte, o seu trabalho procura elucidar como estes processos têm impacto no desenvolvimento do cancro e na diferenciação de células estaminais”, refere o mesmo documento.
 

“Ao mesmo tempo [é] um fantástico reconhecimento do trabalho que temos realizado nos últimos cinco anos, e um voto de confiança na nossa capacidade de fazer avanços importantes nos próximos cinco anos. Receber este financiamento plurianual tão elevado é bastante importante, uma vez que o financiamento da ciência é atualmente muito reduzido, principalmente o financiamento nacional”, afirma o doutorado em Genética Molecular pela Universidade de Leiden, na Holanda.
 

“Os fundos do ERC vão-nos permitir manter um programa de investigação forte, em tempos difíceis para a ciência", acrescentou.
 

O IGC explica que as “células do fígado, músculo, neurónios ou células da pele são alguns exemplos dos mais de 200 tipos distintos de células que temos no nosso corpo adulto. E, ainda assim, todas estas células são idênticas geneticamente. Durante o desenvolvimento, as células ativam alguns genes e inibem outros, especializando-se em diferentes funções e dando origem a diferentes tipos de células”. Por sua vez, “cada tipo especializado de células mantém uma memória da sua identidade individual, lembrando-se de que genes devem ser mantidos ativos ou inativos, mesmo quando fazem cópias delas próprias”, explica o Instituto.
 

“Este tipo de memória não está escrita diretamente no DNA, no entanto é herdada. Estas instruções não-genéticas ou ‘epigenéticas’ estão muitas vezes contidas em proteínas e controlam não só os genes, mas também como os cromossomas estão organizados”, refere o IGC.
 

Lars Jansen e a sua equipa têm estudado “como estas instruções epigenéticas são herdadas de células-mãe para células-filhas de forma fidedigna”, esclarece o IGC.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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