Investigações sobre cancro e doenças nos rins recebem prémio Bial
01 maio 2005
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Uma investigação sobre cancro, visando encontrar uma resposta imunitária capaz de eliminar lesões tumorais, e um estudo que permitiu identificar e corrigir alterações em doentes com pedras nos rins são as obras vencedoras dos Prémios Bial.
 

 

A investigação sobre cancro, liderada pelo espanhol Ignacio Melero, da Universidade de Navarra, foi a obra vencedora do «Grande Prémio Bial de Medicina», no valor de 150 mil euros. «Intratumoral injection of dentritic cells Engineered to secrete interleuki-12 by recombinant adenovirus in patients with metastatic gastrointestinal carcinomas» é um trabalho baseado na pesquisa de uma resposta imunitária capaz de eliminar lesões tumorais, explica a Fundação Bial, responsável pela atribuição dos prémios.
 

 

Na modalidade «Prémio Bial de Medicina Clínica» foram distinguidos os investigadores Adelaide Serra e Fernando Domingos por um estudo em doentes com cálculos renais, no serviço de Nefrologia (rins) do Hospital de Santa Maria.
 

 

De acordo com a fundação, a obra «Avaliação nefrológica de uma população com litíase cálcica idiopática recorrente - experiência de sete anos de Consulta de Nefrolitíase do Serviço de Nefrologia do Hospital de Santa Maria» é o resultado de sete anos de investigação daquela patologia, tendo como objectivo analisar a incidência de cálculos renais na população portuguesa.
 

 

Estes dois investigadores entenderam que se estudassem o doente e percebessem porque tinha cólicas repetidas e também formação repetida de pedras conseguiriam controlar a doença e evitar que as cólicas se repetissem. Assim, segundo Adelaide Serra, através de um estudo do sangue, da urina e também dietético foram detectadas diferenças entre os doentes e posteriormente corrigidas. Segundo a investigadora, na maior parte dos casos, os problemas foram corrigidos «apenas com medidas dietéticas», o que sugere que o «crescente consumo de fast food, em detrimento da anterior e saudável dieta mediterrânica, rico em sódio e proteínas e pobre em cálcio», pode estar relacionado com o aumento recente da incidência da doença.
 

 

Fonte: Lusa
 

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