Investigação sobre HIV2 ganha prémio de medicina

Prémio Maria Amélia de Mello para as Ciências da Saúde

01 julho 2004
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Algumas estirpes do HIV2 - que tem particular incidência em Portugal - têm uma menor capacidade infecciosa, porque não usam os co-receptores considerados imprescindíveis para a sua entrada nas células. Esta é a principal conclusão do estudo de uma equipa da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa que foi distinguido com o Prémio Maria Amélia de Mello para as Ciências da Saúde.«Os vírus que crescem em silêncio: caracterização dos vírus HIV2 não utilizadores do co-receptor CCR5 e CXCR4 - evolução molecular em amostras sequenciais nos indivíduos assintomáticos» resultou de dois anos de investigação de uma equipa de cinco pessoas, coordenada por José Miguel Azevedo Pereira. O objectivo é perceber os mecanismos da interacção vírus-célula na infecção pelo HIV.O prémio bienal, no valor de 50 mil euros, recebeu 28 candidaturas «de elevada qualidade» e com temáticas muito variadas, segundo o presidente do júri, João Lobo Antunes, o que dificultou a escolha final. O médico destaca como novidade o surgimento de vários trabalhos na área da enfermagem. Lobo Antunes refere ainda que apesar de se tratar de investigações de ciência básica, apontam para uma eventual aplicação prática. Quer o número de trabalhos recebidos, quer a sua qualidade, mostram que existe no País investigação de alto nível, acrescentou. Receberam ainda menções honrosas o trabalho sobre o desenvolvimento pré-natal do pulmão hipoplásico, coordenado por Jorge Correia Pinto, e as mutações do tumor colorrectal, orientado por Cristina Albuquerque.Fonte: Diário de Notícias

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