Investigação portuguesa poderá ajudar a combater a rejeição de órgãos transplantados

Estudo publicado no “Journal of Immunology”

12 agosto 2010
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Investigadores portugueses identificaram uma população de células capaz de controlar a acção excessiva do sistema imunitário e que pode ser aplicada no combate à rejeição de órgãos após transplante.

 

Luís Graça, director da Unidade de Imunologia Celular do Instituto de Medicina Molecular, revelou à agência Lusa que “pela primeira vez temos uma população de células que é específica para uma região do corpo. A sua acção, de prevenção de uma rejeição de um transplante, vai ser só localizada ao fígado. Por essa razão, vai conseguir evitar-se a rejeição do transplante de fígado, mas não afectando todas as defesas do organismo”.

 

O líder do estudo, o qual foi publicado no “Journal of Immunology”, explica que a descoberta da nova população de “linfócitos reguladores” e a sua aplicação “poderá permitir minimizar os efeitos crónicos da imunossupressão após transplante, nomeadamente a exposição acrescida a infecções e cancro, que colocam, muitas vezes, em risco a vida dos transplantados”.

 

Os investigadores constataram que quando esta população linfocitária era administrada aos ratinhos migrava especificamente para o fígado. “Por essa razão parece que conseguem ter uma acção protectora, especialmente concentrada nesse órgão, podendo evitar uma inflamação excessiva ou uma rejeição de um transplante, mas sem diminuir as defesas do organismo contra bactérias ou vírus que podem causar outras doenças”, explicou Luís Graça.

 

O investigador referiu que nos últimos anos tem havido um grande esforço por parte da comunidade científica para descobrir a população de células que consegue controlar a acção excessiva do sistema imunitário, a qual pode causar doenças, nomeadamente as auto-imunes – como a artrite reumatóide, a diabetes e a esclerose múltipla.

 

“Aquilo que nós identificámos foi uma nova população de células que tem essa propriedade: ser capaz de controlar uma acção excessiva do sistema imunitário”, afirmou.


ALERT Life Sciences Computing, S.A
 

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