Investigação portuguesa abre portas para a produção de "medicamentos elétricos”

Estudo da Universidade de Aveiro

10 maio 2012
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Uma equipa de investigadores, liderada por Andrei Kholkin, da Universidade de Aveiro, descobriu a presença de ferroeletricidade no mais simples dos aminoácidos, a glicina. Esta descoberta poderá abrir portas para a implantação de memórias "bioamigáveis" no corpo humano e à produção de "medicamentos elétricos", de acordo informação avançada pela instituição.

 

Para o investigador do Centro de Investigação em Materiais Cerâmicos e Compósitos e do Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica, esta descoberta pode permitir formar a base para uma memória que, implantada no corpo humano, poderá programar minúsculos implantes para fornecer medicação no local exato e na dosagem necessária.

 

A notícia avançada pela agência Lusa revela que a propriedade ferroelétrica, ou seja, a capacidade de uma molécula inverter a sua polaridade quando submetida a um campo elétrico, a qual tem sido explorada em memórias para computadores e sistemas de armazenamento de dados, foi apenas encontrada em moléculas biológicas em 2011.

 

Apesar de não ser ainda conhecido o papel da ferroeletricidade no tecidos biológicos, a comunidade científica propôs que a ferroeletricidade poderá ser aproveitada para o desenvolvimento de novas classes de equipamentos bioeletrónicos e de memória, onde a inversão da polarização poderá ser utilizada para gravar e recuperar informações.

 

Um dos exemplos é a produção de ‘medicamentos elétricos' que desliguem as propriedades elétricas das artérias que permitem que o colesterol nelas se acumule, mas também a criação de memórias bioamigáveis, onde possam ser armazenados programas que façam entrar em ação pequenos dispositivos previamente implantados.

 

A pesquisa de Andrei Kholkin, "um dos raros investigadores mundiais da ferroeletricidade em tecidos orgânicos, abre mais uma porta para a construção de dispositivos de memória feitos de moléculas existentes no organismo humano e que poderão guardar e recuperar informação, na forma de domínios ferroelétricos, através da mudança da sua polarização", refere uma nota informativa da Universidade de Aveiro, à qual a agência Lusa teve acesso.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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