Investigação médica: são necessários mais bioinformáticos

Alerta do Instituto Universitário

05 maio 2016
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Há dificuldade em contratar bioinformáticos, uma especialidade que se tornou mais necessária com a aposta na investigação médica com tecnologia avançada, que obriga ao tratamento de uma grande quantidade de dados, alerta um responsável do ISPA - Instituto Universitário.
 

O responsável pela licenciatura em Bionformática do ISPA, José Cruz, referiu à agência Lusa que que "há falta de profissionais nesta área", que é nova e exige uma formação multidisciplinar, já que "o profissional desta área tem de ser um informático, mas também ter conhecimentos de biologia e conhecimentos bastante avançados de estatística e de matemática".
 

É necessário aplicar as técnicas informáticas mais recentes, como inteligência artificial ou aprendizagem automática, à recolha, tratamento e análise de informação científica, obtida pela medicina e pela biologia, nomeadamente para conhecimento do genoma e funcionamento das células.
 

"Deve ajudar os investigadores no desenho das experiências, no planeamento da melhor forma para recolher essa informação" e é uma área que "vai ter um desenvolvimento muito grande no futuro, já tem hoje e o crescimento não vai reduzir", referiu José Cruz.
 

O professor do ISPA explicou a importância do papel do bioinformático na realização de uma sequenciação do genoma numa família, para detetar a presença de uma doença.
 

A experiência vai abranger várias pessoas e é necessário organizar um conjunto de programas informáticos para trabalhar a informação recolhida, que "abrange uma quantidade enorme de dados, impossível de ser trabalhada manualmente", explicou.
 

A bioinformática tem de ir adaptando as suas ferramentas ao tipo de informação que vai sendo disponibilizada pelos laboratórios científicos, por isso, apesar de ser uma área nova, está em constante mutação.
 

Esta área tem uma grande procura em todo o mundo e José Cruz exemplificou com os EUA, onde existe diversidade de formação técnica e "grande número de ofertas de trabalho", ou com a China.
 

Em Portugal, "o número de posições de bioinformático é muitíssimo menor do que em outros países, mas, mesmo assim, as poucas que vão abrindo não têm colocação", referiu José Cruz.
 

Várias universidades portuguesas disponibilizam diferentes níveis de formação em Bioinformática e alguns grupos tentam organizar a profissão, havendo ainda poucos dados acerca da situação, mas "diria que estamos abaixo das duas centenas de técnicos em Portugal", concluiu o professor.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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