Investigação: Impotência afecta mais de metade dos portugueses
07 dezembro 2001
  |  Partilhar:

Mais de metade dos homens portugueses, cerca de 64 por cento, têm dificuldade em obter ou manter uma erecção suficiente para uma actividade sexual satisfatória, sofrendo de um qualquer grau de disfunção eréctil.
 

 

Em termos globais, este maior ou menor problema de impotência afecta 8,3 por cento dos homens portugueses de forma grave, 5,3 por cento de forma moderada e 50,4 por cento de forma ligeira. Apenas 36,1 por cento não são afectados.
 

 

O problema, disse Abel Matos Santos à agência Lusa, psicólogo clínico e sexologista no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, "está muitas vezes na cabeça", principalmente nos homens mais novos, onde confluem factores como o stress, a ansiedade ou transtornos afectivos.
 

 

Por outro lado, "o avançar da idade e doenças associadas, como a diabetes e a tensão alta, são factores orgânicos na origem da maioria das DE a partir dos 65 anos", concluiu.
 

 

Os dados coligidos por este especialista sobre a "Função Eréctil e a Qualidade de Vida em Homens Portugueses" vão ser editados em livro.
 

 

Sob o título "Disfunção Eréctil - Manual Compreensivo", o livro de Matos Santos pretende, segundo o autor, ter um uso prático para profissionais de saúde, estudantes e cidadãos comuns, respondendo e esclarecendo, de forma acessível, todas as dúvidas sobre a falha na resposta sexual eréctil, que se pensa afectar mais de meio milhão homens portugueses.
 

 

A nível mundial, este valor deverá situar-se acima dos 100 milhões de homens com disfunção eréctil.
 

 

A amostra do estudo foi composta por 133 homens da área da Grande Lisboa, entre os 21 e os 78 anos de idade, que responderam de forma anónima e confidencial a um questionário.
 

 

Segundo os resultados obtidos, verificou-se que cerca de 64 por cento dos homens estudados sofrem de algum grau de disfunção eréctil, sendo que 68 por cento tem menos de 50 anos.
 

 

No entanto, a tendência é para que o problema se agrave com o avançar da idade, com particular impacto acima dos 65 anos de idade, onde 88 por cento dos homens registam uma diminuição bastante acentuada da capacidade de obter uma erecção peniana.
 

 

Apesar disso, nem os homens mais jovens escapam desta perturbação, já que 44,4 por cento, com idades compreendidas entre os 18 e os 34 anos, referem ter problemas de erecção.
 

 

Na opinião de Matos Santos, a qualidade de vida parece ser influenciada pela resposta eréctil, já que a uma maior satisfação global com a sexualidade corresponde um aumento da qualidade de vida.
 

 

Mas, de acordo com os dados obtidos, a satisfação com a relação sexual revela-se insatisfatória para quase metade dos homens a partir dos 50 anos de idade.
 

 

De acordo com o autor, estes números são bastante preocupantes e realçam a necessidade de um estudo mais alargado para a população portuguesa.
 

 

Matos Santos explicou que, por um lado, o aumento da esperança de vida, e, por outro, o desejo de se viver mais tempo uma sexualidade positiva e prazeirosa, fazem com que os homens estejam mais sensibilizados para a resolução destes problemas.
 

 

"Também o facto da mulher ser hoje em dia mais activa na sexualidade faz com que os homens queiram estar bem sexualmente", disse.
 

 

O livro, prefaciado por Machado Caetano, será apresentado na próxima quinta-feira no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
 

 

MNI - Médicos Na Internet

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.