Introdução precoce de ovos e alimentos diminui risco de alergias

Estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”

23 setembro 2016
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Alimentar os bebés com ovo e amendoins pode reduzir o risco de desenvolvimento de alergias alimentares, sugere um estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”.
 

Para o estudo, os investigadores do Imperial College London, no Reino Unido, analisaram dados de 146 estudos que envolveram mais de 200 mil crianças, tendo também constatado que a alimentar crianças entre os quatro e os onze meses com amendoins pode reduzir o risco de alergia a este alimento. Foi também analisado o leite, peixe incluindo marisco, frutos secos e trigo, mas não foram encontradas provas suficientes para demonstrar que a introdução precoce destes alimentos reduzia o risco de alergia.  
 

As alergias aos alimentos são causadas pelo mau funcionamento do sistema imunitário e a uma reação exagerada a estes alimentos inofensivos. As reações alérgicas podem provocar erupções cutâneas, inchaço, vómitos e respiração sibilante.
 

Vanessa Garcia-Larsen, uma das coatoras do estudo, acrescenta que o número de crianças diagnosticadas com alergias alimentares está a aumentar. Apesar de ainda não se saber ao certo o motivo deste aumento, a investigadora refere que talvez os profissionais de saúde estejam mais atentos ou podem também estar envolvidos fatores ambientais.
 

O estudo apurou que as crianças que começaram a comer ovos entre os quatro e os seis meses apresentavam um risco 40% menor de desenvolverem alergia a este alimento, comparativamente com aquelas que experimentavam o ovo mais tarde.
 

As crianças que comiam amendoim entre os quatros e os onze meses apresentavam um risco 70% menor de alergia a este alimento, do que aquelas que introduziam o amendoim numa fase mais tardia. Contudo, os investigadores referem que estas percentagens são estimativas baseadas num pequeno número de estudos, cinco no caso da alergia ao ovo e dois na alergia ao amendoim.
 

Os investigadores também calcularam o risco absoluto de redução, tendo verificado que numa população onde 5,4% das pessoas tinha alergia ao ovo, a introdução deste alimento entre os quatro e os seis meses poderia impedir a ocorrência de 24 casos de alergia por mil pessoas.
 

Para o amendoim, na população onde 2,5% dos indivíduos tinham alergia ao amendoim, a introdução do alimento entre os quatro e os onzes meses poderia impedir 18 casos em mil pessoas.
 

Contudo, Robert Boyle refere que é necessário ter cuidado com a introdução dos ovos e amendoins no caso de o bebé já ter uma alergia alimentar ou outra condição alérgica, como um eczema.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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