Intoxicação alcoólica associada a perda de memória em estudantes universitários

Estudo publicado na revista “Alcoholism: Clinical and Experimental Research”

20 maio 2011
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Um estudo recente relaciona a intoxicação alcoólica em estudantes universitários com uma diminuição da capacidade de recordar listas de palavras, segundo dá conta um artigo  publicado na revista “Alcoholism: Clinical and Experimental Research”.

 

Não está clara, contudo, se a diferença na capacidade de recordar palavras terá qualquer impacto sobre a capacidade de aprendizagem dos estudantes universitários durante as aulas. No entanto, "se a intoxicação alcoólica, na verdade, compromete a capacidade de executar tarefas de memória, inclusive até dias depois, a descoberta pode ter importantes consequências para os estudantes que bebem excessivamente nos finais de semana e depois voltam a trabalhar arduamente durante a semana", declarou, em comunicado, Aaron White, do Instituto Nacional de Abuso do Álcool e Alcoolismo, EUA.

 

Segundo explicou com a autora do estudo, Maria Parada, da Universidade de Santiago de Compostela, Espanha, "até há pouco tempo, acreditava-se que os jovens eram mais resistentes que os adultos aos efeitos do álcool. No entanto, estudos em animais, durante os anos noventa alertaram para o contrário (…). Sabemos agora que durante a adolescência o cérebro ainda não está maturo e que o álcool pode interferir com este processo. No entanto, pouco se sabe sobre o que acontece no sistema nervoso durante a adolescência, se essas mudanças são diferentes dependendo do sexo e como o álcool afecta os adolescentes."

 

No novo estudo, os cientistas submeteram a testes de memória 62 estudantes universitários espanhóis que eram grandes consumidores de álcool e 60 outros que não o eram, todos com idades entre os 18 e os 20 anos. Os alunos fizeram dois testes de memória, nos quais, num deles eram convidados a recordar algumas palavras e no outro a relembrar detalhes de imagens.

 

Depois de ajustados os resultados para reduzir o risco de se excluírem factores como os diferentes níveis de inteligência dos participantes, os cientistas verificaram que os grandes consumidores de álcool tiveram pontuações menores nalguns itens do teste de memória das palavras, mas não nas relacionadas com os pormenores das imagens. No entanto, isso não prova que a bebida reduza as capacidades de memória. Só revela que os dois factores podem estar relacionados. Também não ficou claro se os efeitos se vão prolongar a longo prazo.

 

Se o álcool é o culpado, disse Parada, poderá ter a ver com os seus efeitos sobre as partes do cérebro que levam mais tempo a desenvolver-se ou naquelas pessoas que são mais vulneráveis aos efeitos nocivos do álcool.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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