Interrupção do sono tão prejudicial quanto privação

Estudo publicado na revista “Sleep Medicine”

11 julho 2014
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A interrupção do sono pode ser tão fisicamente prejudicial quanto a privação de sono. O estudo publicado na revista “Sleep Medicine” apurou que o sono interrompido é o equivalente a dormir apenas quatro horas de sono consecutivas.
 

O sono de muitos pais é frequentemente interrompido pelo choro dos bebés. Os médicos que estão de prevenção também recebem várias chamadas durante a noite, as quais interrompem igualmente o sono.” Estas interrupções até podem ser curtas, apenas de 5 a 10 minutos, contudo interrompem o ritmo de natural sono”, referiu, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Avi Sadeh.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade de Tel Aviv, Israel, decidiram averiguar qual o impacto que a interrupção do sono tinha na vigilância diurna, no humor, bem como nas capacidades cognitivas, tendo para tal contado com a participação de estudantes universitários.
 

O sono dos participantes foi monitorizado através de um dispositivo que detetava quando estes estavam acordados ou a dormir. Habitualmente os estudantes dormiam cerca de oito horas. Contudo, numas das noites, o seu sono foi interrompido quatro vezes por um telefonema após o qual os estudantes foram convidados a concluir uma tarefa de computador. Após 10 a 15 minutos de vigília os participantes voltaram a dormir.
 

Na manhã seguinte, os estudantes foram submetidos a testes para avaliação do estado de alerta e atenção, tendo também preenchido um questionário para determinação do estado de humor. O estudo apurou que havia uma associação direta entre a dificuldade de atenção, mau humor e a interrupção do sono.  
 

De acordo com Avi Sadeh, este estudo demonstrou o impacto que a interrupção de apenas uma noite de sono pode ter nas capacidades cognitivas e do humor dos participantes. Uma vez que os pais despertam três a dez vezes por noite, ao longo de vários meses, estes efeitos cumulativos são enormes.
 

O investigador refere ainda que nos últimos 50 anos, os estudos realizados nesta área têm-se centrado na privação do sono, e particamente têm ignorado a interrupção do sono. Assim, Avi Sadeh espera que estes resultados levem a comunidade científica e os clínicos a reconhecerem o preço pago pelos indivíduos que têm de acordar com frequência durante a noite.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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