Internistas criticam nova rede das urgências

Sociedade Portuguesa de Medicina Interna envia carta ao ministro da Saúde

23 outubro 2006
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A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) escreveu uma carta ao ministro da Saúde a criticar a nova rede das urgências, por esta não definir a "actividade máxima aceitável para cada nível de serviço de urgência".
 

 

Na carta, as críticas dos Internistas estendem-se ainda à "inexistência de um estudo de adequação a esta nova realidade dos recursos humanos existentes" e à opção por "capitações definidas para realidades de outros países, completamente distintas da portuguesa".
 

 

A "falta de definição da qualificação técnica do pessoal e a sua quantificação para os diversos níveis de serviço de urgência previstos" é igualmente critica pela SPMI na missiva dirigida a António Correia de Campos.
 

 

A SPMI teme que, "ao não estarem definidos, em toda a proposta, os máximos e os mínimos previstos de afluência de doentes e respectivas dotações em termos de pessoal", se pode incorrer num retrocesso, em que, por exemplo, as unidades que asseguram as urgências da zona de Lisboa, podem voltar a transformar-se em ‘hospitais de campanha’, com uma afluência acima da capacidade de resposta, por força do encerramento de alguns dos pontos de atendimento actuais".
 

 

Para a SPMI, a proposta elaborada pela Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências apresenta "lacunas das quais podem resultar erros graves".
 

 

Fonte: Diário de Notícias
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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