Internamentos nos hospitais públicos aumentam 32% entre 2000 e 2008

Mortes sobem 25%

26 setembro 2011
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Os internamentos nos hospitais públicos aumentaram 32,6% entre 2000 e 2008 e as mortes entre os pacientes internados subiram cerca de 25%, segundo o livro "A Morte e o Morrer em Portugal", lançado na semana passada, da autoria de Maria do Céu Machado, Luísa Couceiro, Isabel Alves, Ricardo Almendra e Maria Cortes.

 

Em 2000, registaram-se 37.224 mortes entre os internados, que subiram para 46.450 em 2008. O número total de internamentos é superior nas mulheres em todo o período analisado. Em 2008, registaram-se 457.815 internamentos de mulheres e 404.384 de homens.

 

Contudo, o número total de óbitos é superior nos homens, o que resulta numa taxa de letalidade intra-hospitalar muito superior (homens 6,2% e mulheres 4,6% em 2008). A distribuição dos episódios de internamento por idades mostra aumentos em todos os grupos etários, com excepção dos mais jovens (decréscimo relativo de 14,5%).

 

A evolução do número de óbitos de doentes internados, segundo o grupo etário, é semelhante à dos episódios de internamento. Assim, registaram-se no período analisado aumentos relativos dos 45 aos 64 anos (10,4%), dos 75 aos 84 anos (36,5%) e aos 85 e mais anos (70,4%) e um decréscimo dos 15 aos 24 anos (49,1%) e dos 25 aos 44 anos (22,0%).

 

A tendência de aumento no número de internamentos e de óbitos em internamento verificou-se em todo o país, mas foi no Algarve que se verificou a maior subida (55,0%) bem como dos óbitos em doentes internados (57,5%). Em oposição, o Alentejo foi o que apresentou o menor aumento relativo (22,5% e 16,9%, respectivamente).

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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