Insulina de acção lenta considerada a melhor terapêutica no controlo da glicemia

Estudo publicado no “New England Journal of Medicine”

30 outubro 2009
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Um regime terapêutico com insulina e antidiabéticos orais resulta num melhor controlo do açúcar no sangue nos indivíduos que sofrem de diabetes tipo 2, sendo que a dose e o momento a que a insulina é administrada são factores a ter em consideração, revela um estudo publicado no "New England Journal of Medicine".

 

Manter os níveis de açúcar no sangue sob controlo reduz o risco de complicações na diabetes tipo 2. No entanto, como esta é uma doença progressiva na qual a produção de insulina é gradualmente afectada, as doses dos fármacos utilizadas para controlar o açúcar no sangue vão sendo aumentadas ao longo do tempo e a maioria dos pacientes acaba por ter que administrar insulina.

 

Para este estudo, os investigadores da University of Oxford compararam o efeito das diferentes formas de insulina no controlo da glicemia em indivíduos que sofriam de diabetes tipo 2. Os tratamentos com insulina analisados compreenderam os regimes terapêuticos em que a insulina é administrada numa dose basal de uma insulina de acção lenta, outro em que é administrada uma dose de insulina de acção rápida às refeições e outro ainda em que são combinadas as insulinas de acção rápida e lenta.

 

Para perceber qual dos regimes terapêuticos funcionava melhor, os investigadores liderados por Rury Holman contaram com a participação de 708 pacientes, os quais foram divididos em três grupos distintos: um em que os participantes tomaram a insulina combinada, duas vezes por dia, um segundo no qual os participantes tomaram a insulina prandial, três vezes por dia, e um último no qual foi administrada uma insulina basal, uma vez por dia.

 

De uma forma geral, os pacientes tinham um baixo controlo de açúcar no sangue, mesmo aqueles que tomavam um dos dois fármacos mais utilizados no tratamento da diabetes: metformina e sulfonilureias.

 

Três anos após o início do ensaio, os investigadores constataram que um bom controlo dos níveis de açúcar no sangue foi alcançado por 32% dos indivíduos aos quais foi administrada a insulina combinada, por 43% dos pacientes aos quais foi administrada a insulina basal e por 45% dos doentes aos quais foi administrada a insulina prandial.

 

O estudo também revelou que, em comparação com o grupo ao qual foi administrada a insulina combinada ou prandial, os que tomaram insulina basal tiveram uma menor incidência de níveis baixos de açúcar no sangue, um efeito secundário grave decorrente da terapia com insulina. Adicionalmente, os pacientes aos quais foi administrada insulina basal ganharam menos peso do que aqueles que foram submetidos aos outros dois regimes terapêuticos.

 

Em declarações ao sítio Healthday, o líder da investigação afirmou que este estudo demonstra claramente que os indivíduos que sofrem de diabetes tipo 2 devem iniciar a sua terapia com insulina basal uma vez por dia e, caso os níveis glicémicos esperados não sejam atingidos, deverão utilizar a insulina prandial.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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