Ínsula e o seu papel na dependência tabágica

Estudo publicado na “Science”

30 janeiro 2007
  |  Partilhar:

 

Um estudo em que participou a neurocientista portuguesa Hanna Damásio sugere que a habituação à nicotina está ligada a uma parte precisa do cérebro, a ínsula, uma zona que tem um papel chave nas emoções.
 

 

Segundo as conclusões do estudo, publicado pela revista “Science”, as pessoas que têm aquela zona danificada deixam de sentir o desejo irresistível de fumar. O estudo foi em grande parte inspirado pelo caso de um paciente que fumava dois maços de cigarros por dia até sofrer um AVC que lhe danificou a ínsula. Segundo os investigadores, o paciente parou imediatamente de fumar e deixou de sentir desejo de o fazer.
 

 

A equipa de investigadores da University of Iowa, EUA, estudou 69 antigos fumadores que sofreram danos cerebrais, 19 dos quais na ínsula. Neste grupo, 13 (68,4%) deixaram de fumar, 12 dos quais de forma fácil e rápida, sem que tenham voltado a sentir necessidade premente de acender um cigarro.
 

 

Apesar de ser interessante, a produção de fármacos que tenham por alvo a ínsula e possam ajudar os fumadores a deixar o hábito não está num horizonte próximo, advertem os cientistas. Mas a mais curto prazo, acrescentam, será talvez possível avaliar o êxito das terapias antitabágicas actuais através da medição da actividade desta região do cérebro.
 

 

A ínsula recebe informações vindas de outras partes do cérebro e parece desempenhar um papel importante na manifestação de diversas sensações como a fome, a dor, o desejo de fumar ou de tomar drogas.
 

 

Fontes: Lusa e Imprensa Internacional
 

MNI- Médicos Na Internet
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.